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Paulo Cauim
Estudos & Catálogos - Mãos Soares serifa vogais d e Rimbaud a ferro
Erige ambiências
Tempo água queijos couro
Catálogo d e catálogos logos galos cabrais
Teu olhar formigueiro no catálogo das profecias me remete à caranguejeira que atravessa a rodagem
Teu texto xadrez d e xerém miríade d e abois
Quentes catálogos das mãos entre as víceras no catálogo acaso das mãos: as mãos são mais velozes que o mouse
[De mãos das com o leitor]
Atravessa Feitosa o inferno contemporãneo e nos guia até o paraíso de juazeiros-livres-sem-sinucas
A sinuca é apenas o prefácio
Estudos & Catálogos - mãos um texto escrito por Doidinho José Lins do Rego depois de adulto
Você inventou o prefácio-prelúdio (aquecimento) antes de o leitor todos os outros movimentos
No prefácio-prelúdio temos de ir de vau a vau a grande travessia [ R e c o r d e l ]
Soares, em que estante do tempo você deixou arquivado o catálgo de por-sobre-sempre-por-sobre [d'Ele d'Ela] ?
Brasília, 2 de março de 2004 Grande abraço Paulo Cauim
Maria Fortuna
Meu caro poeta Soares Feitosa, Com q satisfação recebi o q vc. chama de "papés", contendo um texto seu q muito me surpreendeu! "O que o tempo há de querer, já conhecia. Já havia lido suas inesquecíveis poesias no site Jornal de Poesia, onde navego familiarizada com um terreno em q minha alma teima construir sua morada eterna. Agora me vem as mãos algo que mexe com minha memória poética, pois meu pai, velho cearense João Evagelista de Souza Lima, autor de apenas um livro, trouxe para minha infancia de criança maranhense sonhadora e messiânica, um linguajar daqueles que conhecem a caatinga, que presenciaram um boi morrendo de sede por causa da seca. E tantas coisas mais que o prezado poeta tão bem invocou naquele texto mágico onde deixou transparecer um parentesco, próximo a Beleza, daquele intrigante neolologismo no linguajar de Guimarães Rosa. "Há que ter sorte para abrir um livro. Abri-lo na página certa. De gostar ou não gostar" . E eu gostei muito do que li. Senti o borbulhar da minha raiz cearense e agradeci a Deus por ter alguem, com tanta sensibilidade, preservando a linguagem crepitante do sol da seca nordestina, aspergindo a àgua da poesia. Refrescando, deixando chover palavras de bom augúrio. Obrigada por entrar no site do Fausto Wolff e ali ler meu artigo "O pivete". Parabéns! Um grande abraço
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