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Rubenio Marcelo
Sonhos da beira
do mar
Tocando os dedos
nas cordas plangentes
Do meu violão, antigo companheiro,
Relembro meu vulto-menino fagueiro,
Brincando nas praias de areias ardentes...
Saudosos instantes, distantes, ausentes,
Que me inquietam e me deixam sem jeito;
Machucam, maltratam, martelam meu peito,
Torturam minh’alma com rijos tridentes.
É só nostalgia, cilícios medonhos,
Que hoje acompanham o meu caminhar;
E nessa agonia, meu ser-avatar
Palmilha, sem lar, caminhos tristonhos;
Cantando elegias que às vezes componho,
Lembrando meus sonhos da beira do mar!
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