Caro poeta Soares
Feitosa
Nunca te vi,
melhor que seja assim.
"Nunca te vi, sempre te amei" -
um dos filmes mais lindos que tenho por
lembrança... esta tua frase me remeteu a ele... o
quanto podemos conhecer e amar uma pessoa pelas
palavras não proferidas, mas tão bem colocadas num
pedaço de papel... experiências trocadas à
distância, enriquecidas pelo imaginário de cada um!
Teus cabelos seriam trinados ao vento?
Sim, pois que o vento
e seus mensageiros tilintam os mais diversos sons
sobre eles!
Nestes tempos modernos, teria lugar para
um silêncio?
Um silêncio da voz, certamente!
Bastaria a constatação da
existência além da virtualidade.
Abraço-te, poeta
Márcia