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Soares Feitosa
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Da caixa postal aos |
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corrós de açude: |
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uma
visita ao poeta Ascendino Leite |
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Dos
Leitores
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Ana
Behrens
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Sent: Saturday, May 01,
2004 5:34 PM
Subject: Cá entre nós
Francisco,
começo com um protesto. Não Coronel, não és um
‘velhote’. Poetas não têm idade. Eles são assintomáticos
diante de relógios. Quando muito, entorta-lhes os ponteiros.
Lança-os ao mar... E que poeta não és tu, seu Francisco? Um
poeta auroral assim como o Ascendino? Um poeta cronista como
disse o Nilto? Sim,
ponha tuas poesias não em um compêndio, mas em grande volume.
Obras completas, inclusive Salomão. Esse parto mais do que
urgente, visto os onze meses passados, Francisco, em teu útero
de conceber poesia. Que as Edições Cururu sejam a tua
maternidade. E continuarás, seu Francisco, ouvindo as mesmas
tentativas:
“Que maravilha, Feitosa!” “Esse
espetáculo de composição”. “Registro com sabor de
poema-romance”... “Chegaremos aos cascos desse homem?” Não,
não chegaremos. Coronel, és um
homem vasto e bom, em espiquíngles, inmense i gude. Não
sei se no inglês dos incêndios, da polícia ou do asilo de
doidos, ou os três, juntos. Sei que não conheço língua capaz
de codificar a grandeza do Poeta. Recusarei qualquer descrição
que o descreva. Botei lonjura nos pés e sumi no poeirame do silêncio.
Outros dirão, da noite, em plena noite, que o amanhecer é
questão de minutos. O olhar de quem, só isto. É religioso
sim, na buscada desse remédio quase impos sível à existência
em si mesma: o pacto, o pacto permanente com os deuses,
acreditados ou não. Acredite, também engasguei. E muito.
Beijos,
Ana
Nota
do Editor:
Salomão
é o livro sem fim de Soares Feitosa. O Coronel é
auto-persona de Salomão.
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Miguel
Sanches Neto
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Sent:
Saturday, May 01, 2004 10:33 AM
Grato
pelo texto-visita a Ascendino Leite. O episódio dos besouros na
caixa de fósforo dá um belo conto, à la J. J. Veiga.
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Raquel
Naveira
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Sent:
Saturday, May 01, 2004 1:02 PM
Subject:
Re: Ascendino Leite
Caro
amigo,
Soares
Feitosa,
Bom
receber mensagem sua!
Uno-me
à homenagem ao poeta amigo, Ascendino Leite. Agradeço a Deus por
sua longa vida, sua resistência iluminada pela Poesia e pelas
virtudes dos homens bons e puros.
Abraço
fraterno,
Raquel
Naveira
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Ruy
Espinheira Filho
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Sent: Friday, April 30,
2004 2:46 PM
Subject: Porreta
Feitosa,
você é sempre porrreta no que escreve (e na vida também!). Já-já
lhe mando a capa do meu livro que está na boca para sair. Um abração,
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Luiz
Ruffato
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Sent: Wednesday, October
30, 2002 6:46 AM
Subject: Re: Peixes
belíssimo!
O Ascendino, dos romances e dos diários, é um patrimônio.
Abraço
grande desse seu admirador
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Weydson
Barros Leal
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De:
WeydsonBarrosLeal [mailto:weydson2@terra.com.br]
Enviada em: domingo, 2 de maio de 2004 14:47
Para: Soares Feitosa
Assunto: Convite aos peixes
Parabéns
amigo,
tudo
tem a sua marca, te ilumina tudo.
W.
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Adriana
Zapparoli
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De:
Adriana Zapparoli [mailto:adrianazapparoli@uol.com.br]
Enviada em: sábado, 1 de maio de 2004 18:30
Para: soaresfeitosa@uol.com.br
Assunto: Re: acrescentei-o no zênite - UOL Blog
querido,
dizer
que eu gostei do texto é pouco, porque na realidade: eu
adorei! Está uma delícia,
realmente. ao contrário de você, eu gosto muito de caixas.
Adoro a sensação em
abri-las, mas esta já é outra conversa...
O
texto está bem humorado e muito leve. Extremamente descontraído.
Gosto de uma escrita assim.
Obrigada.
mande-me textos sempre, porque eu adoro.
Beijos
Adriana
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Luiz
Sérgio dos Santos
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Sent: Sunday, May 02, 2004
7:41 PM
Subject: Re: Peixes
Soares,
Segue
a admiração, e seguem os parabéns pelo seu imenso
trabalho que é realizar o Jornal de Poesia.
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Sandra
Regina Sanches Baldessin
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De:
Sandra Regina Sanchez
Baldessin
Enviada em: domingo, 2 de maio de 2004 23:09
Para: soaresfeitosa@uol.com.br
Assunto: Ascendino Leite
Poeta,
meu querido Francisco, você tem o dom de nos deixar com saudade...
Saudade até do que não vivemos, mas terminamos por ser
vividos pelos fatos que você nos conta, vividos pelas suas palavras
que fluem. Manancial interior, as suas águas nunca faltam, meu
poeta. Nunca mais chamarei as tilápias senão de corró de açude...
quanta poesia você soube imprimir aos peixes! Sabor/saber poético.
Obrigada por me apresentar a Ascendino Leite.
Obrigada,
Francisco, pela beleza que você oferece... Em troca, receba o meu
afeto sem fronteiras.
Sandra
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Rosalice
Sherffius
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From:
"Rosalice Scherffius" <rojuara@hotmail.com>
To: <soaresfeitosa@uol.com.br>
Sent: Monday, May 03, 2004 3:22 PM
Subject: peixes e radinho espiquingles, olhe que eu entendo
Poeta,
Esse
abraço em peixes que recebi na caixa postal, eletrônica essa, é
formidável. Já estava pensando que a sua caixa não estava
funcionando, pois tenho enviado mensagens de vez em quando, que me
ficaram até' hoje sem resposta. Mas entendo a correria e falta de
tempo, porém quando folgar mais um pouco, diga-me o que achou do
texto acronimo do JP, que lhes remeti. E se nao recebeu, favor
avisar que repasso de novo. É uma homenagem minha para com a
laboriosa equipe do JP.
Veja
como as coisas são engracadas, de manha cedinho, ouvia no rádio as
notícias internacionais. Um grupo de empresários de pesca, investiu
num projeto para aceleração do crescimento do bacalhau, iguaria
muito cobicada em todas as partes do planeta. Querem forcar os
bichinhos a reproduzirem mais cedo, para que possam ser pescados
ainda mais novos... Eu não sabia que o bacalhau precisa de seis
anos, antes que comece a reproduzir. Agora, dizem os experts, só'
precisam de cinco anos, pois estão geneticamente modificando o DNA
dos coitadinhos... Por que estava eu escutando sobre o bacalhau?
Conto ja'. Aqui na América do Norte, os descendentes de portugueses
(e por tabela, todo bom brasileiro que aqui se encontra), sao
peritos na pesca desta iguaria, e na regiao de Nova Inglaterra (New
England), que fica na Costa Nordeste do Atlântico, a grande maioria
da população é descendente de portugueses, que imigram para cá
deste a epoca do descobrimento.
Uma
vez explicado a importância do bacalhau na vida dos povos lusófonos
desta terra, vale ressaltar que o gene portugues está tão
arraizado por estas partes da América, que faz gosto! Por exemplo,
a escritora e poeta que compôs o famoso hino que dá voz à Estatua
da Liberdade, é' uma judia portuguesa. Existem inúmeras academias
literárias por esta terra, chamadas Cod-Fish Literary Academy, ou
seja Academia Literaria do Bacalhau. Pode perguntar ao google!
Agora,
o seu abraço em peixes, e a caixa postal do poeta Ascendino, vieram
em muito boa hora. Acho que é' devido ao nome dele, Ascendino, que
mesmo aos noventa continua ascendendo nas letras que o
imortalizam.
E
as travessuras: "E, para fazer aparelho igual, rádio, a
gente botava besouros mangangás dentro de uma caixa de fósforos,
uma imprudência, no bolso, os bichos roncando bonito, grosso e
macio. Dizíamos que eram notícias da guerra, do rádio da casa
paroquial, em ondas-curtas, em espiquíngles, que ninguém entendia,
nem o padre. Mas para quê?! Era bonito!" É bonito mesmo.
Peixes e radinho spinquigles — olhe que eu entendo.
Um
carinhoso abraco, e uma perqunta: Corró de acude tem gosto de
bacalhau?
Fiquei
feliz e grata com sua mensagem.
Até
mais.
Rosalice
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