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O Prisioneiro — Soares Feitosa — Trouxeram-me a prisioneira ao interrogatório.
Recusei-me às perguntas
porque as respostas
— Pergunte o que quiser.
Ela apenas balbuciou:
Mentíamo-nos,
Decretei a prisão
imediata de todos os carrascos.
Ela —
Deixei:
— Os meus? Os dela?
Era o chamamento.
Fortaleza, noite, 11.12.1999
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Poeta Soares Feitosa, Recebi há já um tempo os seus “papé”, algumas obrigações, porém, retardaram-me o envio deste comentário. Fantásticos os seus poemas, criam uma espécie de imagem, feita, tecida palavra por palavra, e que, ao menor toque, parece desfazer-se. Aquele “O Prisioneiro”, principalmente, chamou-me a atenção. A simples frase, “era o chamamento”, cria um espaço escuro e criativo, do qual cada leitor tira a sua conclusão, ou “desconclusão”. Maravilhoso. Ângelo Bruno
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Der Häftling — Soares Feitosa —
Man brachte mir die Gefangene zum Verhör. Ich verweigerte mich den Fragen, denn die Antworten
— Frag, was du willst.
Sie stammelte nur:
Wir belogen uns,
Ich befahl die umgehende Inhaftierung aller
Henker.
doch, mit noch größerer
Umsicht,
Sie —
Ich liess zu:
— Meine? Ihre?
Das war der Ruf.
Fortaleza, nachts, 11.12.1999 Marcel Vejmelka
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