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Da generosidade dos leitores
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Lucas de Souza |
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Feitosa, fizeste poesia com todas as letras, sem tirar nem pôr. Gostei da cadência dos versos, do poema, da matéria, em si.
fiquem no tempo. Que teus cabelos no vento.
Lucas. |
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Luciana Martins |
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Poeta,
Linda a poesia, sutil como o vento nos cabelos, como um beijo que não acaba... Luciana |
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Ruth de Paula |
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Reafirmo que qualquer palavra que se quer dizer imediatamente após a leitura dos teus versos, parecem meias palavras. O sentimento não vem todo, como se precisássemos de mais tempo para gozar do afago recebido. Festa para meus olhos, e demais sentidos. Assim sendo, não silencio. Neste finíssimo À vista de ti, o poeta brinca delicadamente com suposições acerca do "vir a ser", do medo que supostamente sentiríamos se...; como seria se víssemos os cabelos, se víssemos a roupa, se ouvíssemos ou não a voz de quem nunca foi visto e sempre foi por nós amado/a. Amado/a pelas palavras - bem ditas em cartõezinhos azuis, guardados ou perdidos. Amado/a pelas cenas idealizadas. O medo diante do poder de ver o amor tal qual foi pensado. Medo de fraquejar se porventura encontrássemos o amor logo ali na esquina, força tamanha, temer por estarmos tão próximo dele - oceano; e afogado/a retrocedermos à possibilidade do real e só imaginar e imaginar. Jamais ver olhos, quem sabe vagos de nenhuma palavra.
Ruth de Paula
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William Bouguereau (French, 1825-1905), Mignon Pensive