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Millenium
Nem anzóis, nem redes. Sequer
ele próprio, em boa culinária,
Nem isto. Peixe algum te chegue à boca. Que
seja teu,
(Fortaleza,
22.12.00, de tarde).
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| "Millenium
é a arte da palavra nas suas mais altas esferas. Coisa de poeta
verdadeiro, ou de POETA".
André Sefrrin |
| Caro
poeta Feitosa,
Agradeço
demais o poema que Você me enviou como mensagem de natal. É
fantástico.
Luciano Maia |
| Meu amigo
Longe de ti estou, e a milênios parece que existe esta bem querência. Millenium me encontrou no mar donde sai sereia e metade menina banhei meu corpo com água salgada e flutei sobre borbulhas que os peixes faziam pra me contar um poema. o sol abrasador, me lambia as pernas talhadas em mármore, e pouco a pouco ia doirando a penugem que cobria minha espinha dorsal. os olhos de jade, brilhavam como bolas de gude, e por eles pude ver o oceano se encontrar com o rio. água doce e salgada que juntas naum se misturam tal qual azeite e água... levei teu poema pra ler a meia-noite poema de novo Millenium poema do século passado. fiquei com vontade de dançar com os peixes e a meia noite do dia 31/12/2000, junto com as estrelas do céu e com as estrelas do mar me joguei no oceano mais fundo e fiquei de lá a conversar com a Lua e contar os meus segredos (até mesmo os incontáveis - como tu mesmo dizes) imensa transbordade e carinhosa afeição me faz sempre te ter por perto que seja longe o caminho, mas que seja um salto a saudade - que me prende as páginas que vão te tecendo os dias - tal qual uma colcha de retalhos numa cama de vara seca. "Nem anzóis, nem redes" hão de me matar pela boca hão de me prender sem ar, prefiro morrer em tuas palavras: "Que seja teu, permanente, ainda que escuro seja o dia — espelho e face, a ti, o Retrato do Peixe." e num espelho d'agua num reflexo da lua ver-me-e-lha , retrato de gente que imita peixe e não deixa pegadas Beijoprocê que meu gostar, bem sabes, é além do mar... as palavras ! Sônia Alves Dias
São Paulo, domingo de mormaço
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