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A brava equipe do Jornal de Poesia e seu distinto Conselho Editorial |
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A foto, batida pelo filho mais novo, Cristiano, em 17.8.2003, em Paracuru, praias do Ceará. Lá, um modesto criatório de pitus nada modestos. Cristiano, Kiko, Kikinho, e a nora, a bela Cláudia. Veja agora o tamanho dos pitus de lá. |
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O Monstro do Lago Ness? É fichinha! Vou tentar fotografá-lo. Temo que arrebente a tela do computador. Se o leitor ainda tem dúvidas que o bicho é grande, compare com os chinelões do pai do menino. Sim, o pai do menino, cadê o pai do menino? Por que só as chinelas, sem o pescador em cima delas? Não, ninguém sabe dele. Só das chinelas. E da rede, toda rasgada. No chão. |
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O editor |
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SOARES FEITOSA, Francisco José,
19.01.1944, Ipu, CE. Infância em Monsenhor Tabosa, CE. Filho único,
órfão de pai no mesmo dia em que nasceu; a mãe, professora e
parteira. Aos 17 anos, migrou Fortaleza, em condições muito modestas. |
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As origens, os sertões do Ceará |
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Do lado materno, os avós
O avô, José Soares Gondim, pequeno proprietário rural em Pedra Branca, sítio Andreza, aqui já passado dos 90, com muita saúde, mas caduco total.
Viúvo, a turba multa da feira o
atentava com noivas e bilhetes de loterias; bonitas e premiados, é claro.
Fugia de casa, tangendo essa bengala imensa em suas chinelinhas de cabresto, para
longas viagens, Quixeramobim,
Na minha aldeia não havia fotógrafos. Apareceu um
por lá. A mãe imediatamente aprontou o vô para uma foto. Desgosto total: as
calças ficaram puxadas, mostrando os mocotós, "pegando marrecas", o que, à
época, era um terror. Pior, o lençol posto à parede como tela de fundo, ficou torto, um martírio; ela, perfeccionista como ninguém. A foto
mesma está
Bom, o fotógrafo, metido a namorador, não sei o que andou aprontando com as moças do trecho, anoiteceu e não amanheceu. E agora, cadê o fotógrafo para corrigir a foto do vô?! Em homenagem à mãe, estou aqui "tratando" a figura, meio século depois, com tintas & pincéis eletrônicos, a colocar o beiral das calças do vô poisando por sobre as chinelas, como convém. Mas a foto primitiva há de permanecer. O lençol da parede, também; do jeito que sempre esteve: torto. [Ah, mãe, a senhora quer demais!] E cá para nós, se ela estivesse por cá, claro que haveria de exigir sapatos no vô. Engraxados, meu filho! Ou, quem sabe, botinas rangideiras iguais às do Jeca Tatu, o meu primeiro "livro", fazenda Bom Jardim, in illo tempore. Um leitor amigo, o Raimundo Netto, conseguiu desentortar o lençol. Fiquei muito feliz, mas o vô vai ficar como sempre esteve: fujão e torto. Eu também, a procurá-lo e tangê-lo de volta, nos braços, para casa. |
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Do lado materno, três tios e o primo
A expressão "bença,
mãe!" é o equivalente à
Também é da lei, no sertão daqui, que os
Aquele ritual de «benças» e «bençãos» é religioso sim; mas, e sobretudo, um estreitar de laços à intempérie garantida — a seca, a pobreza. Algo muito muito marrano, essa origem cristã-nova que permeia todo este Nordeste escondido. Tanto do lado mãe, como do lado pai, venho desses rituais, selvagens para alguns, absolutamente corretos para outros. Mas nada sei de origens marranas, mesmo porque isto sempre esteve nos limites do oculto.
À esquerda, no alto, o padre-tio,
que, a rigor, não era tio, apenas primo, o vigário de Nova-Russas, Francisco Soares Leitão, o Padre
Leitão, o Pa'Leitão: os estudos,
a
casa, a comida, o colégio, o aprendizado, a estima. Esta dívida.
À direita, o tio mais velho do lado mãe, Antônio Soares Gondim, o Titõe. Ficou lá pelos matos, Pedra Branca, no mesmo sítio Andreza. A codial hospitalidade! À esquerda, o tio mais novo do lado mãe, Adaucto Soares Gondim, o tio-poeta, um grande amigo e três estantes, de livre acesso, entupidas de livros em sua casa da Rua Major Facundo, 1389; a tia Kilda e mesa garantida (fazia-se lá um refresco de piqui, pura delícia): mais esta dívida. À direita, o primo-poeta Juarez Leitão. Há um ramo, digamos, distanciado (por meras geografias) e ilustre: os Petrolas (o finado reitor Paulo Petrola) e os Jorges (o jovem juiz Nagibe de Melo Jorge, dentre outros), parentesco em sétimo, décimo grau, lá pelos calcanhares do Judas, que, na cidade grande, nem existe, mas lá no sertão é-era muito forte. A bisavó do juiz Nagibe é irmã de vô José, para orgulho meu, evidentemente. No pessoa deste primo, o Juarez, a homenagem a todos os outros primos do lado mãe. Alguma notícia sobre ele, é só clicar: Os órfãos. |
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Do lado paterno, os avós e o tio, colega de Heitor; ambos, domadores de cavalos
Francisca Souto Teixeira e Joaquim Alves Feitosa, os avós paternos, pequenos proprietários rurais dos sertões de Tamboril. A foto é no pátio da fazenda Bom Jardim, quando Soares Feitosa, três meses de casado, foi-lhes pedir a "benção" para si e a esposa. Repare na sequidão da paisagem. Soares Feitosa vem mesmo uma raça de poetas!, está mais que comprovado. Como foi que o vô Joaquim teve a coragem de batizar um sequidão destes de Bom Jardim!? Jardim de onde, meu Deus? Nos olhos de vó, belíssima, é claro! Repare nas chinelas de ambos, o popular cabresto, tudo muito modesto. E na burra selada, pronta para um bem ligeiro "vai ali, menino!". E o sequidão! Uma serrania de pedregulhos lá na frente. À esquerda, vó Francisquinha, oitenta e tantos, porém lúcida; o vô Joaquim, beirando os 90, caducando a mil. Atrás (excetuando as crianças), a mãe, o primo José Ulisses, SF, o tio Vicente e esposa, nossa prima, Edite. Na foto da direita, os mesmos personagens, menos SF (que bate a foto), e sua jovem esposa, Glaucineide, de blusa vermelha. Com a criança pequena nos braços, Vicente, o irmão mais novo do pai, domador de cavalos, a patente mais alta do sertão, indaguem de Heitor, Ílion, Tróia. Clique aqui para conhecê-lo] |
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O meu Compadre-primo e nele todos os outros primos do lado pai É valioso esclarecer que a pança (indecente!) é anterior ao insulto cárdio de 2007, carnaval inteiro na UTI, com o coração todo espetado de molas e arames. Agora, 20 kg a menos, o filho de dona Anísia está outra vez novinho em folha. Vou pedir ao Diego para atualizar a foto, cós 56 para 42! Não; estômago, não! Boca fechada, só isto. Na maior moral. |
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Estes, os de bem de junto |
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Nazareno, Maria Carol e David. Filhos |
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A filha Heloísa, embarque para Novato, Califórnia, foto de 26.10.2005, casamento e mudança. |
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Cristiano, filho mais novo |
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Dois meninos, pai e filho
Do lado esquerdo, chinelinha branca, o David. Do lado direito, também uns quatro anos, SF, o pai do David, que é o filho do meio. |
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O casamento
A foto da direita, uns poucos meses antes do casamento. O coqueiro tem atualmente (2005) uns 20 metros de altura... Ela, filha de Tomaz Ferreira de Aguiar e Raimunda Vasconcelos Frota, pequenos proprietários rurais (Tianguá, Ceará), das mesmas tradições «bença-pai», «bença-mãe». |
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«Lavro para
ti os sons,
Lua de Março: — Trint'anos anos, quero outros trinta! —,
o jovem casal, bem jovem mesmo, ela 20, SF 22, é só clicar na foto |
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O menino, o rapaz |
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