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banda  hispânica

consuelo tomás

 

Consuelo Tomás (Panamá, 1957). Obra Poética: Confieso estas ternuras y estas rabias. Editorial Formato 16. Panamá. 1983. Las preguntas indeseables. Editorial Formato 16. Panamá. 1984. Motivos Generales. Editorial Buho. República Dominicana. 1992. El cuarto Edén. Colección Punto Cero. Panamá. 1995. Agonía de la Reina. Instituto Nacional de Cultura. Panamá. 1995. Contato: consuelo78@hotmail.com.

 

1. Quais as tuas afinidades estéticas com outros poetas hispano-americanos?

Suponho que se estão vivos ou mortos isto não interessa. A obra transcende essa condição de estar ou não estar. Maravilha de maravilhas. Comecei a amar a poesia com Gabriela Mistral, José Martí, Góngora e Quevedo, Juana de Asbaje, Gustavo Bécquer. Tinha talvez sete ou oito anos. Logo encontrei José Asunción Silva, Rubén Darío, Thiago de Mello, Alfonsina Storni, Eunice Odio. Mais tarde, Roque Dalton, Otto René Castillo, Mario Benedetti, César Vallejo (certamente), Vinicius de Morais, Rosario Castellanos, Juan Gelman, Natalia Burgos, Luis Rogelio Nogueras, Chiqui Vicioso, Eliseo Diego, Paco Morales Santos, Carlos Cortés, Jaime Sabines e sigo encontrando afinidades porque sigo encontrando poetas que andam por aí regando a alma por todos os lados com sua força e sua luz que chega até mim por caminhos incríveis para me salvar.

2. Quais contribuições essenciais existem na poesia que se faz em teu país que deveriam ter repercussão e reconhecimento internacionais?

Do Panamá, é pouco o que se sabe em qualquer parte. Um canal, uma invasão, ditadores e presidentes, interesses vários, de vários interessados. Contribuições há muitas. Porém não alcançam o mercado do livro ou a feira das vaidades. Eis aí a obra de Rogelio Sinán, que morreu de velho, há uns poucos anos atrás, e ainda seguimos descobrindo o caminho que nos abriu a todos. Demetrio Herrera Sevillano, que morreu pobre nos subúrbios da cidade que crescia na contramão na década de 20, e que escreveu uma poesia que transcendia inclusive as auriflamas do Modernismo. Em muito ele se adiantou às formas de dizer. Duvido muito que uns versos como "com os lápis de minhas pernas / vou traçando uma ferida que me leva até minha casa / minha casa de solidão e amor desenganado na penumbra", que tais versos pudessem ser concebidos por outro que não saísse da dor e da pobreza que lhe pertenceram a vida inteira.

Toda a poesia escrita nos anos 60, exacerbada por haver um governo dentro de outro governo, cercas, tratados nefastos, soberania hipotecada. Toda a poesia panamenha deste século fala de como é viver em um país de trânsito (adeus, goodbye, so long, farewell, hoje te vi, amanhã quem sabe), país armado, semeado de minas e cercas de no tresspasing. Os poetas escreveram tudo, porque a recordação histórica não alcança para contar a dimensão do perdido, o tamanho da ferida e nossa capacidade para não regar sangue desnecessário, negociando o pulmão com o amo mundial fazendo uso da astúcia do pequeno. Não nos teria obtido sangue para sustentar a soberba. Este tem sido um país aberto. Sempre multicultural, salada de gente. Todo mundo tem algo de todo mundo. Os poetas têm contato como é viver assim. Não fizemos revoluções, nem conflitos de baixa intensidade, nem guerrilhas. Não rejeitamos ninguém por sua cor ou origem, tivemos um ditador bom que pôs nossa causa no mapa mundial e outro que demonstrou que ainda levamos o subdesenvolvimento nas costas. Enfim, contribuições têm havido muitas. Porém só descobrimos essas contribuições para nós mesmos. É uma luta. Veremos neste século o que alcançaremos.

3. O que impede a existência de relações mais estreitas entre os diversos países que conformam a América Hispânica?

Simón Bolívar já o tentou. Uma única América Grande e Unida, dizia. E nada conseguiu. Aparentemente, não basta ter um inimigo comum que venha de fora. Não basta ter uma língua comum (embora nisto se possa dizer que temos nos encontrado) e uma pobreza comum. Nossos próprios inimigos internos, criados, induzidos, injetados, cozinhados nos impedem a claridade para ver as coisas em sua justa dimensão. Me vem à memória o caso da dívida externa. O caso das invasões e intervenções estadunidenses. O caso do bloqueio a Cuba, o embargo à Nicarágua, e outros casos. A Comunidade Centro-americana não existe. Nunca pudemos fazer frentes comuns. Provavelmente, a territorialidade, isso que trazemos nos instintos, transcende a cultura, dá significado à política, permeia a economia. As fronteiras não costumam estar nos mapas. Estão na cabeça. Os interesses dispersos, não sei. Talvez nos encontremos na música, na pintura, na poesia, no teatro. Ali nos conhecemos e aprendemos a nos encontrar. Talvez.

poemas

 

De la propensión a los silencios largos

 

Llena de oscuridad mi boca es una piedra
en su inmovilidad oculta a los absurdos.

Huyo de mi lengua como de la ira
espanto las palabras para que no se posen
en el labio del niño que duerme
ignorando catástrofes y circos.

Las espinas de lo dicho
inundan la enorme gravedad del participio
y ningún verbo es voluntario
para rescatar el juicio o el prejuicio.

Acomodada entonces
en mi oficio transitorio de partícula
voy pareciéndome a la noche
protectora de ensombrecidos seres
que mataron el hambre con acentos
y calmaron su sed en los sepulcros.

El silencio es un pez en mi cabeza
felizmente alimentado con todas las palabras que no dije.

 

De la propensión a la puntualidad

 

No es que haya nacido en otra parte.
Mucho menos, que me preocupe el tiempo
en su belleza de abstracta redondez lunática.

Es que los minutos me muerden los talones
hormigas enfurecidas urgiéndome a hacer
a no detenerme en función de los finales.

Es muy cierto
la prisa es un agujero en la calma del insomne
una muralla en la planicie de los sueños
un abrevadero de ilusiones que a menudo fallan

No es que me avasalle el miedo a la tardanza
pero la magia se me acaba
he perdido las fórmulas los jeroglíficos las pócimas
la clave de los secretos que guardaba
las cosas que el sabio Fritz confió a mis huesos

Lo confieso
cada vez soy menos yo
y más lo que he vivido.

Por eso es que me apuro
para no llegarle tarde
a la que realmente he sido
cuando todo se acabe.

 

De la propensión a los olvidos

La felicidad- me dijeron-
es asunto de poetas ebrios.
Utiles solo para cabalgar la luna
con todo y sus acólitos nocturnos.

Escóndete tras la puerta me dijeron.
No cruces la línea que separa al ahorcado
de su mediodía.

Huye del espejo y sus engaños
únete más bien a una legión de imágenes
promotoras de la ausencia.

Trágate tu amor al prójimo
y sus dinosaurios descalzos.
Esas utopías ya no las compra nadie.

Si descubres un vuelo de monarcas coloridas
dales la espalda
no escuches su caricia en el aire
y el escándalo de sus alas encendidas.
Podrías no recuperarte.

Ama la sombra y sigue sus instrucciones
protégete en su círculo de las tentaciones
que la luz produce

Súmate a la sagrada ley de lo que no se mueve
eso es lo que perdura.

Todo esto me dijeron.
Pero mi desnudez no tenía bolsillos para entonces.
Tampoco una memoria para el llanto.
He seguido la ruta de las aguas
en su afán de mar y de horizonte.
Y no puedo detenerme todavía

 

projeto editorial do jornal de poesia

editor geral e jornalista responsável

soares feitosa

coordenação editorial da banda hispânica

floriano martins

.

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