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banda hispânica |
Rubén Darío |
| (Nicarágua, 1867-1916)
Obra poética Abrojos. Imprenta Cervantes. Santiago. 1887. |
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Em defesa da poesia
Tenho
dito: Quando disse que minha poesia era "minha em mim", sustentei a primeira
condição de meu existir, sem pretensão nenhuma de causar sectarismo em mente ou vontade
alheia, e em um intenso amor absoluto da Beleza. Tenho dito: Ser sincero é ser potente. A
atividade humana não se exercita por meio da ciência e dos conhecimentos atuais, mas sim
no vencimento do tempo e do espaço. Tenho dito: É a Arte o que vence o espaço e o
tempo. Meditei ante o problema da existência e procurei ir à mais alta idealidade.
Expressei o expressável de minha alma e quis penetrar na alma dos demais e fundir-me na
vasta alma universal. Afastei, ainda assim, como quer Schopenhauer, minha individualidade
da do resto do mundo, e vi com desinteresse o que ao meu eu parece estranho, para
convencer-me de que nada é estranho ao meu eu. Cantei, em meus diferentes modos, o
espetáculo multiforme da Natureza e seu imenso mistério. Celebrei o heroísmo, as
épocas belas da História, os poetas, os sonhos, as esperanças. Impus ao instrumento
lírico minha vontade do momento, sendo, por minha vez, órgão dos instantes, vário e
variável, segundo a direção que imprime o inexplicável Destino. Rubén Darío [Trecho do prólogo de El Canto Errante. Madrid. 1907.] |
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Poemas ALMA MINHA Alma minha, perdura em tua idéia divina; Corta a flor ao passo, deixa o duro espinho; E segue como um deus que a sorte estimula, ramos da Esperança surgem primaveris,
O FATAL A René Pérez Afortunada a árvore que é apenas sensitiva, Ser, e não saber nada, e ser sem rumo certo, tudo que não conhecemos e apenas suspeitamos,
A AMADO NERVO A tartaruga de ouro caminha pela alfombra Tais signos nos dizem ao Deus que não se
designa Ramo de sonhos, molho de idéias florescidas E quando tenham passado as sedas da festa, |