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banda hispânica |
Pablo Antonio Cuadra |
| (Nicarágua, 1912)
Obra poética Poemas nicaragüenses. Editorial
Nascimento. Santiago. 1934. |
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Em defesa da poesia
Me
parece que através de toda esta forma de abordar nossa própria história é que se vai
também criando os mitos da América. Aquelas fabulações simbolizam em grandes traços
as crenças, as cosmovisões de um povo. Há que se estar constantemente reescrevendo-as
na literatura intermediária nestes séculos da América. Não se lhes deu importância
antes. Creio que é um dos ofícios do poeta: dar a cada geração esse tipo de poema
místico que contenha sua história, sua evolução e os grande símbolos em que o homem
encerra suas enormes inquietudes do tempo. Sempre estamos descobrindo primeiro a
destruição. E o poeta é o grande cantor da vida, o grande cantor contra o tempo, ou
seja, contra a morte. A poesia é anti-tanatos. Recuperamos todos esses rostos
maravilhosos dos povos, ausentes nas estátuas oficiais. Pablo Antonio Cuadra ["Entrevista con Pablo Antonio Cuadra", concedida a Miguel Cabrera. Madrid. 24/07/82. Revista Palimpsesto # 4. Sevilla. 1991.] |
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Poemas
O BARCO NEGRO Cifar, em seu sonho ouviu os gritos Se escutas Recortado na espuma Se a lua Há tempo zarparam São tuas próprias perguntas
ANCESTRAIS I E entraram porta adentro e indagaram II Logo que minha mãe ficou viúva Isto se deu quando a América imaginava seus
reis EXÍLIOS A Stefan Baciu Quando canta o galo levanto-me e vejo o
amanhecer de minha pátria Porém o sol se põe e volto meus olhos ao país
de meus sonhos |