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pablo neruda

 

Três poemas de Pablo Neruda (em celebração do centenário de seu nascimento)

Cristiane Grando

Se a poesia é, em essência, uma partida perdida de antemão; se todo grande poeta sabe – ou intui – que a realidade não é verbal, e que sua palavra aranhará sempre o mistério sem conseguir aboli-lo, alguma forma de desesperada confiança tem que mover um homem para fazê-lo consumir sua vida nesse assédio. Penso que, no caso de Neruda, essa confiança foi seu amor humano, com exclusão de todo o divino; sua certeza do porvir solar do homem, de sua ascensão incessante e incontrolada através da história, do primata vacilante ao anjo encarnado que o espera como finalidade de seu destino.

Alberto Cousté

 

Comecei a traduzir poemas de Pablo Neruda (Parral, 1904 – Santiago do Chile, 1973), Prêmio Nobel de Literatura de 1971, neste ano de 2004, em que se celebra o centenário de seu nascimento. O poeta chileno Leo Lobos e eu temos difundido a obra nerudiana no Brasil desde o ano passado, quando conheci o Chile. Em junho de 2003, fizemos visitas guiadas pelas três casas-museus do poeta universal, batizadas por Neruda como “La Chascona”, em Santiago, “La Sebastiana”, em Valparaíso, e “Isla Negra”, casa que beira o Oceano Pacífico numa praia de mesmo nome e não numa ilha, apesar de se chamar “ilha negra”. “La Chascona”, “La Sebastiana” e “Isla Negra”: casas com alma de muitas viagens. Baudelaire, Rimbaud e Whitman freqüentam esses “barcos terrestres” em fotos que povoam paredes e mesas. Infinitos objetos de coleções diversas recriam a atmosfera na qual vivia Neruda, apesar das casas terem sido saqueadas pelos militares no período do golpe contra Salvador Allende em setembro de 1973. No bairro Bellavista, ao pé do Cerro San Cristóbal e com vista para a Cordilheira dos Andes, “La Chascona” apresenta ao visitante, logo na entrada, uma torneira em forma de peixe, vinda de um antigo barco francês, adorno do bar: muitos amigos de Neruda aí se encontraram. Pablo e Matilde, sua terceira e última esposa, vivem nessa casa, em portas e janelas: as iniciais dos nomes do casal enamorado unem-se em meio à representação de ondas marinhas. Matilde Urrutia, chamada por Neruda “La Chascona”, “A Descabelada”, segue vivendo nesta casa, num quadro do mexicano Diego Rivera: pintada com duas cabeças, uma mostra-se ao mundo, à vida social, e a outra, somente ao amante, Neruda, que era casado com a artista argentina Délia del Carril, a Hormiga. No quadro de Rivera, o perfil de Neruda esconde-se nos cabelos revoltos da chascona. Na sala de jantar, projetada para que as pessoas tenham a sensação de que freqüentam um navio, uma nobre mesa de araucária reuniu, em distintas ocasiões, artistas e intelectuais de várias partes do mundo, que degustaram pratos preparados especialmente pelo poeta anfitrião. Além de preparar pessoalmente a comida que servia a seus convidados, Neruda também cantava em versos certos alimentos, como na “Oda al Limón” e na “Oda al Caldillo de Congrio”/ “Ode ao Caldo de Congro”, da qual traduzo alguns versos: “No mar/ tormentoso/ do Chile/ vive o rosado congro,/ gigante enguia/ de nevada carne./ E nas panelas/ chilenas,/ na costa,/ nasceu o caldo/ grávido e suculento,/ proveitoso./ [...] Enquanto/ se cozem/ com o vapor/ os régios/ camarões marinhos/ e quando já chegaram/ a seu ponto,/ quando coalhou o sabor/ em um caldo/ formado pelo suco/ do oceano/ e pela água clara/ que desprendeu a luz da cebola,/ então/ que entre o congro/ e se mergulhe na glória,/ que na panela/ se azeite,/ se contraia e se impregne./ Já só é necessário/ deixar no manjar/ cair o creme/ como uma rosa espessa,/ e ao fogo/ lentamente/ entregar o tesouro/ até que no caldo/ se esquentem/ as essências do Chile,/ e à mesa/ cheguem recém-casados/ os sabores/ do mar e da terra/ para que nesse prato/ conheças o céu.”1 Juan José Saer considera as Odas Elementales de Neruda como um dos momentos mais eminentes de sua poesia e da poesia do século XX: “A simplicidade formal dessas odes e o prosaísmo deliberado de muitos de seus temas – a preguiça, o tomate, o caldo de peixe, a cebola, as meias etc. – fazem delas um antecessor imediato da chamada poesia coloquial latino-americana e, de certo modo, também da antipoesia, e em alguns momentos sua eficácia descritiva e exatidão de suas metáforas e comparações ao evocar toda espécie de objetos cotidianos lembram a poesia de Francis Ponge.”2

Além dos museus de Neruda, Leo Lobos e eu visitamos a construção da última casa, “La Manque”, localizada em Las Condes, bairro de Santiago: projeto inconcluso cuja maquete se encontra em “La Chascona”. Essa última residência, projetada pelo arquiteto Ramiro Insunza, seria construída com um só piso “para os pés cansados do poeta caminhante”3 que beirava os 70 anos. “La Manque” parece referir-se ao verbo espanhol manquear, que significa “estar manco”. Para Neruda, uma casa sem escadas é como uma casa em que algo falta... significado em francês do substantivo “le manque”. Talvez, inconscientemente, o poeta tenha pressentido que essa seria uma casa inconclusa, uma casa “ausente”. Graças à gentileza de Ramiro e de seu irmão, o artista plástico Rafael Insunza, visitamos o terreno e os alicerces deste último projeto nerudiano, no alto de um cerro, bem em frente à cordilheira. Longe do tumulto da cidade, contemplamos o silêncio e a natureza numa atmosfera quase religiosa: sentia Neruda pairando entre a cordilheira como um pássaro-poeta que pousa seus olhos alados de condor e sobrevoa a cidade e o mundo – nos abissais do céu e nos vulcões e tremores da terra.

Voltei a Santiago. Em janeiro de 2004, Leo Lobos e eu conhecemos Ana María Díaz, diretora da casa-museu “La Chascona”, ocasião em que fomos agraciados com uma nova visita guiada pela casa e com uma longa e agradabilíssima entrevista, na qual me sugeriu alguns temas para projetos de pesquisa literária sobre a obra nerudiana. Muito grata por essa recepção, comecei a desenvolver um dos projetos, mas antes de que viesse à luz em forma de artigo, outro se sobrepôs: a tradução de poemas de Pablo Neruda, tendo por objetivo realizar, com o arquiteto Jorge Bercht, um audiovisual-coreocromia, Poemagens: poemas de amor de Pablo Neruda, Hilda Hilst e Cristiane Grando, a ser lançado em julho de 2004 durante a semana de inauguração do Jardim das Artes: espaço cultural e residência internacional de artistas, em Cerquilho-SP, quando celebraremos o centenário de Pablo Neruda vinculado ao “Dia Mundial da Poesia 2004/Centenary of Neruda” promovido pela Fundación Pablo Neruda, UNESCO, Universidad de Chile, Dialogue Through Poetry e revista literária Rattapallax, os dois últimos coordenados internacionalmente pelo poeta nova-iorquino Ram Devineni. “Poeta do amor, da matéria e do imaginário, profundamente solidário dos mais humildes e desprovidos, Neruda é um dos gigantes da literatura universal”, afirma Koïchiro Matsuura, diretor geral da UNESCO, em texto divulgado na ocasião da jornada de homenagem ao poeta chileno em Paris, que aconteceu no dia 18 de março de 2004. Vale lembrar que, além de poeta, Pablo Neruda foi um homem político, e que sua obra-prima, o Canto geral (1950), exalta os combates do povo da América Latina contra seus opressores.4 Segundo Anselmo Massad, “mais do que apenas uma poesia militante ou partidária, o obra do poeta Pablo Neruda revela a magia da terra e da história da América Latina. [...] Um trecho bastante conhecido da obra é Alturas de Macchu Picchu. Ele foi concebido em uma viagem à região peruana em 1940, quando Neruda voltava para o Chile, desistindo da carreira diplomática.”5 Alguns poemas de Alturas de Macchu Picchu foram musicados pelo grupo chileno Los Jaivas e interpretados nas ruínas de Macchu Picchu, no Peru, em 1981, trabalho que pode ser apreciado em filme de Reynaldo Sepúlveda.

O jovem Neruda, com apenas 20 anos, já ultrapassava as fronteiras do Chile quando publicou seu segundo livro em 1924, inspirado em Albertina Azocar: “Veinte poemas de amor y una canción desesperada”. No mesmo ano do lançamento, é publicado em Buenos Aires, na revista PROA en las Letras y en las Artes, o poema “Abeja blanca, zumbas, ebria de miel, en mi alma”, antecedido de um comentário que Roberto Alifano suspeita ter sido escrito por Borges: “Si ‘Crepusculario’ le valió un nombre destacado en la República, los ‘Veinte poemas’ le colocarán muy alto entre los líricos modernos de lengua hispana. Y Pablo Neruda alcanza el vértice más luminoso al cumplir los veinte años”. 6

Traduzir Pablo Neruda

“O que o tradutor de poesia deve buscar não é, pois, recriar um texto-idêntico – isso é totalmente impossível –, mas sim gerar em sua língua-cultura um texto homólogo ao original, isto é, que tenha marcas textuais homólogas e assim seja capaz de provocar, no leitor final, uma leitura homóloga, leitura em que se possam reconhecer também as marcas que o primeiro sujeito imprimiu em seu fenotexto, e não apenas as marcas advindas da operação tradutória ou recriativa”, afirma Mário Laranjeira.7 Para traduzir Neruda, não poderia deixar de consultar as traduções realizadas pelo poeta amazonense Thiago de Mello, que seguiu carreira diplomática no Chile e foi amigo de Neruda, chegando, inclusive, a viver certo tempo em “La Chascona”.8 Considerando que “cada geração traduz de novo os clássicos”,9  proponho novas traduções dos poemas “Puedo escribir los versos más tristes esta noche”, de “Veinte poemas de amor y una canción desesperada” (1924) e “En ti la tierra”, de “Los versos del capitán” (1952). Apresento também uma tradução do soneto “Si no fuera porque tus ojos tienen color de luna”, dos “Cien sonetos de amor” (1959) dedicados à Matilde Urrutia: “Señora mía muy amada, [...] con mucha humildad hice estos sonetos de madera, les di el sonido de esta opaca y pura substancia y así deben llegar a tus oídos. […] ... edifiqué pequeñas casas de catorce tablas para que en ellas vivan tus ojos que adoro y canto.”10

Nas traduções, procurei prezar o ritmo dos versos originais, os tempos verbais utilizados por Neruda e o uso de vocábulos o mais fiel possível ao original. Senti-me livre para marcar algumas pausas com vírgulas que não constam nos textos de Neruda, por permitirem uma leitura em voz alta mais sonora em língua portuguesa ou, ainda, mais adequada à recriação dos significados dos poemas originais. Procurei respeitar a repetição de vocábulos e estruturas sintáticas do texto original. “Cuando el poeta miente, las palabras mismas lo delatan. Debe usar sus propias palabras. Por eso los vocabularios de los grandes poetas son reducidos”, afirma o poeta chileno Jorge Teillier (1935-1996).11 No caso de Neruda, temos também de considerar que “o poeta, acusado por críticos de ser inacessível em Residência na Terra, começou a querer ampliar seu alcance, a falar para os trabalhadores, para as massas. De certa forma, ser acessível ou não para o grande público é uma das questões mais presentes nos debates sobre arte durante o século XX.”12

A repetição, em “Puedo escribir los versos más tristes esta noche”, serve para criar um ritmo monótono de uma noite em que o poeta, só, se lembra da perda da amada, que, no presente, pertence a “outros beijos”, não mais aos seus. Trata-se de um poema de posse muito mais que de amor: o verbo “querer” é utilizado com insistência, enquanto o verbo “amar”, somente quando o poeta exalta os grandes olhos fixos e infinitos da mulher, num verso que destoa do conjunto melancólico: “Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos”. No soneto “Si no fuera porque tus ojos tienen color de luna”, por exemplo, a repetição de palavras e estruturas não gera monotonia na leitura graças à presença de interjeição (“oh”) e da exclamação no verso 9, que quebram totalmente o ritmo uniforme que vinha se elaborando.

Reproduzir a repetição de estruturas sintáticas e de certas palavras, apesar de estarem em versos contíguos ou no mesmo verso, é essencial ao traduzir os poemas nerudianos, em busca de ritmos homólogos aos dos textos originais. “A lo lejos alguien canta. A lo lejos.” Pablo Neruda continua cantando para todos os povos…

 


 

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: “la noche está estrellada,

y tiritan, azules, los astros, a lo lejos.”

 

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

 

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

 

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.

La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

 

Ella me quiso, a veces yo también la quería.

Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

 

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

 

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.

Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

 

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.

La noche está estrellada y ella no está conmigo.

 

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.

Mi alma no se contenta con haberla perdido.

 

Como para acercarla mi mirada la busca.

Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

 

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.

Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

 

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.

Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

 

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.

Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

 

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.

Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

 

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,

mi alma no se contenta con haberla perdido.

 

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,

y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.


 

 

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Escrever, por exemplo: “a noite está estrelada,

e tiritam, azuis, os astros, ao longe.”

 

O vento da noite gira no céu e canta.

 

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Eu a quis, e às vezes ela também me quis.

 

Em noites como esta eu a tive entre meus braços.

Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

 

Ela me quis, às vezes eu também a queria.

Como não ter amado seus grandes olhos fixos.

 

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.

 

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.

E o verso cai na alma como na relva o rocio.

 

Que importa que meu amor não pudera guardá-la.

A noite está estrelada e ela não está comigo.

 

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.

Minha alma não se contenta com tê-la perdido.

 

Como para aproximá-la meu olhar a busca.

Meu coração a busca, e ela não está comigo.

 

A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.

Nós, os de outrora, já não somos os mesmos.

 

Já não a quero, é certo, mas quanto a quis.

Minha voz buscava o vento para tocar seu ouvido.

 

De outro. Será de outro. Como antes, de meus beijos.

Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.

 

Já não a quero, é certo, mas talvez ainda a queira.

É tão curto o amor, e é tão largo o olvido.

 

Porque em noites como esta a tive entre meus braços,

minha alma não se contenta com tê-la perdido.

 

Ainda que esta seja a última dor que ela me cause,

e estes sejam os últimos versos que eu lhe escreva.

 

 

En ti la tierra

Pequeña

rosa,

rosa pequeña,

a veces,

diminuta y desnuda,

parece

que en una mano mía

cabes,

que así voy a cerrarte

y a llevarte a mi boca,

pero

de pronto

mis pies tocan tus pies y mi boca tus labios,

has crecido,

suben tus hombros como dos colinas,

tus pechos se pasean por mi pecho,

mi brazo alcanza apenas a rodear la delgada

línea de luna nueva que tiene tu cintura:

en el amor como agua de mar te has desatado:

mido apenas los ojos más extensos del cielo

y me inclino a tu boca para besar la tierra.

 

 

Em ti, a terra

Pequena

rosa,

rosa pequena,

às vezes,

diminuta e desnuda,

parece

que numa única mão, minha,

cabes,

que assim vou fechar-te

e levar-te à minha boca,

mas

de repente

meus pés tocam teus pés e minha boca teus lábios,

hás crescido,

sobem teus ombros como duas colinas,

teus peitos passeiam por meu peito,

meu braço alcança apenas rodear a delgada

linha de lua nova que tem tua cintura:

no amor como água do mar te hás desatado:

meço apenas os olhos mais extensos do céu

e me inclino à tua boca para beijar a terra.

 

 

Si no fuera porque tus ojos tienen color de luna,

de día con arcilla, con trabajo, con fuego,

y aprisionada tienes la agilidad del aire,

si no fuera porque eres una semana de ámbar,

 

si no fuera porque eres el momento amarillo

en que el otoño sube por las enredaderas

y eres aún el pan que la luna fragante

elabora paseando su harina por el cielo,

 

oh, bienamada, no te amaría!

En tu abrazo yo abrazo lo que existe,

la arena, el tiempo, el árbol de la lluvia,

 

y todo vive para que yo viva:

sin ir tan lejos puedo verlo todo;

veo en tu vida todo lo viviente.

 

 

Se não fosse porque teus olhos têm a cor da lua,

de dia com argila, com trabalho, com fogo,

e aprisionada tens a agilidade do ar,

se não fosse porque és uma semana de âmbar,

 

se não fosse porque és o momento amarelo

em que o outono sobe pelas enredadeiras

e és ainda o pão que a lua fragrante

elabora passeando sua farinha pelo céu,

 

oh, bem-amada, não te amaria!

Em teu abraço eu abraço o que existe,

a areia, o tempo, a árvore da chuva,

 

e tudo vive para que eu viva:

sem ir tão longe posso ver o todo;

vejo em tua vida tudo o que vive.

 

Notas

[1]. “Caldillo de congrio” é uma sopa típica chilena, cujo ingrediente principal é o congro-rosa, “peixe teleósteo ofidiiforme, da fam. dos ofidiídeos (Genypterus blacodes), encontrado no Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, além de Nova Zelândia e Austrália, com até 80 cm de comprimento, corpo rosa-dourado com manchas marrons no dorso, ventre claro e nadadeiras peitorais vermelhas [Espécie de grande valor comercial esp. na Argentina e Chile].” (in: Dicionário HOUAISS da língua portuguesa, p.801). Poema de Odas elementales, citado em: INSUNZA, Rafael. Diez maskaras y un kapitan: en homenaje a los veinticinco años de la muerte del poeta. Santiago de Chile, 1998, p.10.

2. Juan José Saer. “A obra refém do homem”. In: Folha de São Paulo, caderno Mais! São Paulo, 7 de setembro de 2003, p.11.

3. TEITELBOIM, Volodia. “Cinco pintores y un poeta”. In: INSUNZA, Rafael. Diez maskaras y un kapitan: en homenaje a los veinticinco años de la muerte del poeta. Santiago de Chile, 1998, p.3.

4. Dictionnaire Hachette. Édition Illustrée 2003. Paris: Hachette, 2003, p.1107.

5. MASSAD, Anselmo. “A simplicidade de quem descobre a beleza”. In: Fórum, no 13. São Paulo: Publisher Brasil, 2003, p.13 e 15.

6. Cuadernos de PROA en las Letras y en las Artes. Tercera Época, cuaderno no 1. Buenos Aires, junio de 1999, p.3 e 37.

7. LARANJEIRA, Mário. “O roubo das fagulhas: poesia francesa atual (1945-1995) e tradução. In: AMARAL, Glória C. do. Parcours: poetas franceses. São Paulo: Annablume/ Capes/ USP, 1995, p.110.

8. NERUDA, Pablo. Presente de um poeta. Trad.: Thiago de Mello. 3.ed. São Paulo: Vergara & Riba Editoras, 2003, p.16, 17 e 22.

9. LANDO, Isa Mara. “Poe-tando o Corvo”. In: Cadernos de Literatura em Tradução, n.5. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, p.44.

10. NERUDA, Pablo. Antología poética. Edición de Rafael Alberti. Buenos Aires: Planeta Bolsillo, 2002, p.44-45, 227, 341-343.

11. FUENZALIDA, Daniel (org.). Jorge Teillier: entrevistas (1962-1996). Santiago de Chile: QUID, 2001, p.120.

12. MASSAD, Anselmo. “A simplicidade de quem descobre a beleza”. In: Fórum, no 13. São Paulo: Publisher Brasil, 2003, p.14. 

[Texto publicado na revista D.O. Leitura. Publicação cultural da Imprensa Oficial do Estado. São Paulo, ano 22, número 05, setembro/outubro de 2004, p.19-28.]

 

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