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banda hispânica |
Leónidas Lamborghini |
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Uma perspectiva sobre poetario de Jardim
dos Poetas, de Leónidas Lamborghini
Eric Ponty
Introdução Poetas que esperam um momento e desejam muito a inspiração da Musa.Há poetas e poemas como há poemas e poetas e o caso de Leónidas Lamborghini que publicou As Patas nas Fontes (1965), A Canção de Buenos Aires (1968) e Partidas (1972) entre outros livros. O Jardim dos Poetas,engloba os dois casos porque seu longo poema categoriza, engloba e particulariza o macro e micro visões do universo da cartase poética como nestas panterres que cito aqui como de exemplo: Parterre 2 Poetas que esperam com alguma esperança a inspiração da Musa Poetas que esperam tudo da inspiração da Musa Parterre 3 Poetas que não esperam nada da inspiração da
Musa Poetas que esperam num ponto tudo da inspiração da Musa Parterre 4 Poetas que esperam sem nenhuma esperança a inspiração da Musa. Poetas que esperam sem qualquer esperança a
inspiração da Musa Parterre 5 Poetas que não esperam com muita esperança a
inspiração da Musa Poetas que esperam algo impacientes a inspiração da Musa Parterre 6 Poetas que esperam num ponto tanto quanto fica impaciente com a inspiração da Musa Poetas que esperam muito impacientes a inspiração da Musa Poetas tristes enquanto estão esperando pela inspiração da Musa Parterre 7 Poetas que fazem qualquer coisa esperando tristes a inspiração da Musa Poetas que esperam um pouco tristes a
inspiração da Musa Parterre 8 Poetas que esperam seguramente a inspiração da Musa Poetas que estão esperando e se cansaram da
inspiração da Musa Parterre 9 Poetas que não esperam com muita segurança a
inspiração da Musa Poetas que esperam sem nenhum desejo a mais inspiração da Musa Parterre 10 Poetas que quase fazem qualquer coisa e se cansaram, enquanto esperavam pela inspiração da Musa Poetas que esperam com calma a inspiração da
Musa. A primeira vista para o leitor o poema é um exercício de diletantismo e até mesmo de monotonia ou mesmo falta de inspiração, pois se utiliza subterfúgio para criar o seu próprio Logos poético que o leitor terá de ater-se para poder usufruir as ricas nuanças da concepção poética. O jardim dos Poetas pertence ao aforismo acima porque pertence à historiografia da estética da arte e da poética e não ao "latos sensos" do leitor comum que será capaz de passar por suas páginas e dispensá-lo de sua usufruição estética; porém para um poeta ou um leitor atento nuanças, esta não passará como fatos em branco. O jardim dos Poetas pertence ao arcabouço de construção minimalista e de como as células poéticas formam uma leitura única de uma nuança para outra nuança criando assim uma filigrana de um todo estético. 1 Poetario da espera Células poéticas da construção minimalista e cubistas Segundo o meu ensaio Einstein Temporal, sobre a música minimalista de Philip Glass: "O Minimalismo nada mais é que um desdobramento da música serealista fundada por Arnold Schoenberg no início do século XX, só que mescladas às todas manifestações culturais de massa como denominaria Theodor Adorno, com estruturas reduzidas à música elementar: Melodia, harmonia, ritmo e timbre ligados a uma célula que formulam Matemática de composição"; a música minimalista usa este conceito de concepção numa célula de composição como torneamento do desdobramento e leitmotiv. O poema Jardim dos Poetas é divido em três partes que compõem três poetarios distintos e que possuem núcleos de células da composição minimalista que variam de frase para frase. A textura ou o enunciando é o mesmo como na primeira parte "Poetas esperam" sendo que o enunciando faria a cada panterre, ou seja, a cada afirmação, há uma dúvida e uma negação desta afirmação absoluta, sendo que se cria aí um hiato na leitura, pois se você "espera" que segundo o Dicionário Aurélio quer dizer: esperar [Do lat. sperare.] V. t. d. 1. Ter esperança em; contar com: 2. Estar ou ficar à espera de; aguardar: 3. Supor, conjeturar, presumir, imaginar: 4. Ter esperança em; contar com a realização de (coisa desejada ou prometida): 5. Estar reservado ou destinado a" se supõe que algo de conclusivo ocorra no poema. Nada acontece porque este acontecimento está no próprio ato de se esperar como de nossa representação de estar no mundo, como na escritura do irlandês Samuel Beckett onde uma afirmação é demolida por uma negação posterior Segundo George Steiner em seu "Extraterritorial - Literatura e a Revolução da Linguagem"nos enuncia em seu ensaio "Da nuance e do Escrúpulo" sobre o teatro e literatura de Samuel Beckett de que como e tão elucidativo é para compreensão destas células minimalistas em Leónidas Lamborghini é que tomo a liberdade de citar um longo trecho: "A escassez de Beckett, sua tendência para dizer menos, é a antítese. Beckett usa palavras como se cada uma tivesse de ser extraída de um cofre e contrabandeada para a luz a partir de um estoque perigosamente baixo. Se a mesma palavra serve, use-a muitas vezes, até que fique gasta e anônima. A respiração é um legado que não deve ser malbaratado; monossílabos são suficientes para os dias úteis. Louvados sejam os santos pelos pontos finais; eles nos preservam, pródigos tagarelas, da penúria. A noção de que podemos expressar para nossos eus surdos, quanto mais comunicar a quaisquer outros seres humanos, cegos, surdos, insensíveis como eles são, uma verdade, um fato, uma sensação completos - um quinto, um décimo, um milionésimo da dita verdade, fato, sensação - é uma insensatez arrogante. ( ) A reductio da linguagem por Beckett - Echos bones, o título de seu primeiro livro de versos, é uma designação perfeita - relaciona-se com muito do que é peculiar do sentimento moderno. "[ ]" era a mesma coisa, a palavra não é muito forte" exibe a tensa brincadeira da filosofia lingüística. Há passagens em Beckett quase intercambiáveis com os "exercícios de linguagem" das Investigations, de Wittgenstein; ambas perseguem as insípidas empolações e imprecisões de nossa fala comum."; ou seja, repetição de linguagem não é escassez de linguagem, mas consciência desta formação no cerne em que é criada. Outro caso semelhante a esta escritura de Leónidas Lamborghini que não pode deixar de ser citado aqui é poesia temos a mesma forma de composição na poeta também norte americana Gertrude Stein que nas primeiras narrativas de Gertrude Stein, Three Lives (1909; Três vidas) e The Making of Americans (1925; A formação dos americanos), constituíram de fato uma aplicação à literatura dos princípios cubistas traduzidos num estilo austero que eliminava todo elemento acessório e submetia a trama à máxima simplificação. Na década de 1920, estas idéias foram admiradas por um grupo de escritores americanos expatriados, residentes temporariamente em Paris, como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald, aos quais ela chamou "geração perdida". As características experimentais de Gertrude Stein, no entanto, impediu que se tornasse popular até a publicação de The Autobiography of Alice B. Toklas (1933), apresentada como biografia da mulher com quem ela viveu durante quarenta anos, mas que era, na verdade, a sua própria história. Stein tornou-se uma lenda em Paris, em especial depois de ter sobrevivido à ocupação alemã na França e de haver protegido soldados americanos que a visitavam. Sobre essa experiência escreveu a crônica Wars I Have Seen (1945; As guerras que vi) e a novela Brewsie and Willie (1946; Brewsie e Willie). Gertrude Stein morreu em Paris, em 27 de julho de 1946 que cabe aqui lermos um dos seus textos "Tender Buttons" como exemplo para vermos a paternidade de Leónidas Lamborghini: " The change of color is likely and a difference a very little difference is prepared. Sugar is not a vegetable. Callous is something that hardening leaves behind what will be soft if there is a genuine interest in there being present as many girls as men. Does this change. It shows that dirt is clean when there is a volume. A cushion has that cover. Supposing you do not like to change, supposing it is very clean that there is no change in appearance, supposing that there is regularity and a costume is that any the worse than an oyster and an exchange. Come to season that is there any extreme use in feather and cotton. Is there not much more joy in a table and more chairs and very likely roundness and a place to put them. A circle of fine card board and a chance to see a tassel. What is the use of a violent kind of delightfulness if there is no pleasure in not getting tired of it. The question does not come before there is a quotation. In any kind of place there is a top to covering and it is a pleasure at any rate there is some venturing in refusing to believe nonsense. It shows what use there is in a whole piece if one uses it and it is extreme and very likely the little things could be dearer but in any case there is a bargain and if there is the best thing to do is to take it away and wear it and then be reckless be reckless and resolved on returning gratitude. A SUBSTANCE IN A CUSHION.1919.Este texto aqui de fato é uma aplicação à literatura dos princípios cubistas traduzidos num estilo austero que eliminava todo elemento acessório e submetia a trama à máxima simplificação, ou seja, uma literatura árida e sem adornos e contendo no cerne poético dentro dos elementos citados acima como característicos na poesia de Leónidas Lamborghini e do poema aqui perspectivado para aos olhos do leitor. 2 Poetario dos sonhos Células poéticas da construção do imaginário e do possível A segunda parte do Jardim dos Poetas de Leónidas Lamborghini é o Poetario dos Sonhos que também utiliza-se destas células minimalistas para a construção que também que elimina todo elemento acessório e que submete o verso à máxima simplificação como por exemplo a panterre 1à 6 panterre de abertura do Poetario dos Sonhos: Parterre 1 Poetas que sonham o poema antes de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham o poema depois de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham o poema no mesmo momento de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham o pequeno poema antes de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham o poema em seguida de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham o poema imediatamente após de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham o poema imediatamente antes de pronunciar a palavra a Suíça. Poetas que sonham muito antes o poema de pronunciar a palavra a Suíça. Parterre 2 Poetas que sonham o poema enquanto eles pronunciam a palavra a Suíça. Parterre 3 Poetas que sonham o poema antes de ser coberto com uma camada de farinha de trigo. Poetas que sonham o poema depois de ser coberto com uma camada de farinha de trigo Poetas que sonham o poema no mesmo momento a ser coberto com uma camada de farinha de milho. Parterre 4 Poetas que sonham o poema imediatamente depois de receber um sopro na nuca. Parterre 5 Poetas que sonham o poema um pouco antes de se
sentar em um assento. Poetas que sonham o poema depois de ter desabado
um canal. Poetas que sonham o poema após se sentar em um assento. Poetas que sonham o poema imediatamente depois de se sentar em um assento. Parterre 6 Poetas que sonham o poema depois de tragar um caroço." Se na primeira parte do Poetario de Leónidas Lamborghini tínhamos "os poetas esperam", aqui nós temos "Poetas que sonham" ou seja, houve um avanço entre esperar e sonhar e segundo o mesmo Dicionário Aurélio sonho quer dizer: "Sonhar [Do lat. somniare.] V. int. 1. Ter sonho(s): 2. Entregar-se a fantasias e devaneios: V. t. i. 3. Pensar com insistência; ter a idéia fixa: 4. Ver em sonhos: V. t. d. 5. Ver em sonhos. 6. Imaginar em sonhos: 7. Supor, imaginar, prever"; ou seja, se na primeira parte do poetario tínhamos de esperar à inspiração poética na segunda parte nós a sonhamos, pois ocorreu uma atitude neste acréscimo deste hiato de esperar o acontecimento do poema e o distanciamento deste no momento em que nos sobra de apenas sonhar. Espera-se alguma coisa nós temos a expectativa desta realidade possível que é o ato de sonhar, mas se a sonhamos então podemos de alguma forma (concepção) ter o acesso á construção deste enunciado ou como Merleau-Ponty enuncia em seu ensaio "A Linguagem indireta e as vozes do silêncio" a seguinte questão sobre a formulação do espírito e da obra de arte sobre a perspectiva da pintura:"Este excesso da obra em relação às intenções deliberadas insere-a numa miríade de intercâmbio de que a história menor da pintura e até mesmo a psicologia do pintor não retêm senão alguns reflexos, assim como o gesto do corpo em direção ao mundo vem a vertê-lo numa linguagem de atos que a fisiologia e a biologia puras ignoram. MaIgrado a adversidade, que o torna frágil e vulnerável, de suas partes o corpo é capaz de aglutinar-se num gesto que sobressai por um tempo de sua dispersão, impondo-lhe, a tudo o que faz, seu monograma. Da mesma maneira, elididas as distâncias de espaço e tempo, pode-se falar de unidade do estilo humano que recolhe os gestos de todos os pintores numa única tentativa, suas produções numa única história acumulativa, numa única arte."; porém este nos abre um foco interessante sobre estes" Poetas que sonham o poema ", pois nesta segunda parte do poetario temos um novo elemento que nós não tínhamos anteriormente que é o elemento objetivo e singular:" sonham o poema "que compõem os todos artistas numa única unidade com nos diz Merleau-Ponty. 3 Poetario das metamorfoses Células poéticas da construção do ser como coisa Na terceira e última parte de O Jardim dos Poetas de Leónidas Lamborghini temos a etapa mais ambiciosa de construir este "poema" que este vai nos prometendo durante todo o perpassar de seus versos da primeira e segundas partes que é a transformação desta expectativa em realidade: Parterre 1 Poetas assinam para os poetas acima-sem sinal
para cima-nivelada-roladas. Poetas
etiquetadores-rotalados-retalados-retarados. Poetas
amadurecidos-enojados-bravo-enojajados-tãoenjoados. Poetas de árvores de mamão Poetas esculpidos-aleijados-tirados-trilhados. Poetas apontados-sem
setas-tolos-galinhas-molhos-entalhes-malhas. Poetas alto-louvadores-delegam-banem-relaxam - sem relaxar. Poetas boleiros-bala-bola-touro-poetas
ábulas-oval-poetas ódalos. Poetas dúvidosos-morrer-didos-ferido-nenhum ferido-árido. Poetas famosos-dormem
pouco-ínsones-insigneas-com dobradiças. Poetas de Duros-dedo-dédalos-dídolos-dúdolos-dádelos-poetas. Poetas unidos-dividir-nus-despidos-pelados. As células poéticas da construção do ser como coisa e retificação das duas partes anteriores é que eu considero como uma falha estrutural, pois este se utiliza da mesma técnica de James Joyce em Finnegans Wake que é construir uma realidade própria como, por exemplo, nesta passagem de Joyce escolhida ao acaso: "him, till with his runagate bowmpriss he roade and borst her bar Pilcomayo! Suchcaughtawan! And the whale's away with the grayling! Tune your pipes and fali ahumming, you born, ijypt, and you're nothing short of one! Well, ptellomey and curb your escumo. When they saw him shoot swift up her sheba sheath, like any gay lord salomon, her buils they ruhring, surfed with spree. Boyarka buah! Boyana bueh! erned his lille Bunbath hard, our staly bred, the trader. did. Look at here. In this wet of his prow. Don't you know was kaldt a bairn of the brine, Wasserbourne the waterbaby? Havemmarea, so, he was! FI.C.E. has a codfisck ee. Shyr she's nearly as badher as him herself. Who? "; ou seja, o enunciado fica na cabeça do enunciador e da usufruição estética deixa de existir para se tornar obsessivamente técnica de leitura de hieróglifos. O problema que temos na terceira e última parte de O Jardim dos Poetas de Leónidas Lamborghini é quase o mesmo problema que vimos com Joyce, pois este se utilizou da técnica das palavras-valises para representar o indivíduo (poeta), ou seja, a realidade e a categorizou dentro deste real como nas duas únicas parterres da terceira parte como se fosse um movimento de uma sinfonia que nos perturba mais pela confusão do que pela realização desta surpresa de esperar e sonhar. Vou colocar uma passagem de "Investigações Filosóficas" de Wittgenstein que nos enuncia o seguinte em axiomas quando este tenta captar o sentido de realidade e de construção do conceito destas palavras e a exemplifica quanto à construção desta "realidade poética": 67.Não posso caracterizar melhor essas semelhanças do que com a expressão "semelhanças de família"; pois assim se envolvem e se cruzam as diferentes semelhanças que existem entre os membros uma família: estatura, traços fisionômicos, cor dos olhos, o andar, se,o temperamento, etc., etc. - E digo: os "jogos" formam uma família. E do mesmo modo, as espécies de número, por exemplo, formam uma família. Por que chamamos algo de "número"? Ora, talvez porque se tenha um parentesco - direto - com muitas coisas que até foram chamadas de número; e por isso, pode-se dizer, essa coisa a rigor adquire um parentesco indireto com outras que chamamos também assim. E estendemos nosso conceito de número do mesmo modo que para tecer um fio torcemos fibra com fibra. E a robustez do fio não está no fato de que uma fibra o percorre em toda sua longitude, mas sim em que muitas fibras estão trançadas umas com as outras. Quando, porém alguém quisesse dizer: "Assim, pois todas essas figuras têm algo em comum - a saber, a disjunção de todas as características comuns" - então eu responderia: aqui você está apenas jogando com uma palavra. Da mesma forma, poder-se-ia dizer: algo percorre inteiramente o fio, - a saber, o trançado sem lacunas dessas fibras.";ou seja, o que a palavra expressa como realidade é de uma maneira única e intransferível para qualquer indivíduo pelo menos na primeira afirmação deste no fazer-se realidade. Para que esta metamorfose do poema fosse possível que o verso-valise pudesse suprimir esta expectativa; mas isto não acontece. Esta metamorfose ou transformação, porque esta de alguma maneira já ocorrerá nas duas primeiras partes sendo que a atmosfera do poema construía-se nas células mínimas que recriava esta possibilidade do real. Não se dá num plano total do real (poema-leitor) porque como nos enuncia Heidegger em seu "Seminário Sobre o Tempo e o Ser:" ao sentido que reside na palavra "mudança", "transformação", quando se fala da multiplicidade de transformações do ser. Mudança, transformação, são primeiro ditas no âmbito da metafísica e para ela. A palavra refere-se às formas sucessivas nas quais o ser mostra-se época e historialmente. A questão veio assim formulada: Através de que vem determinada a sucessão das épocas? A partir de onde se determina esta livre sucessão? Por que é esta sucessão precisamente esta? Facilmente se pensa aqui na história do "pensamento" de Hegel. Para Hegel, impera na história a necessidade que é, ao mesmo tempo, liberdade. Ambos são uma única coisa no e através do processo dialético, modo como é a essência do espírito. Em Heidegger, pelo contrário, não se pode falar de um porquê. Somente pode-se dizer o quê: - que a história do ser é assim. Por isso citou-se o dito de Goethe na conferência A Essência do Fundamento: "Como? quando? e onde? - Os deuses ficam
mudos! 0 porquê na conferência citada é o durar, aquilo que perdura como destino. Em meio ao que (Dass) e no seu -sentido, pode o pensamento constatar também algo tal como necessidade na sucessão, algo tal como "legalidade" e lógica. Assim pode-se dizer que a história do ser é a história do crescente esquecimento do ser. Entre as transformações épocas do ser e a subtração pode ver-se uma relação que, porém, não é a de uma causalidade.", assim quando estes poetas se tornam seres (coisa) perdem a possibilidade de esperar e sonhar, perdendo, a pontencialidade da transformação,e, é uma pena que esta metamorfose não ocorre ou como Goethe na passagem citada acima: "Como? quando? e onde? - Os deuses ficam
mudos! |