Manuel Bandeira


Pardalzinho

O pardalzinho nasceu Livre. Quebraram-lhe a asa. Sacha lhe deu uma casa, Água, comida e carinhos. Foram cuidados em vão: A casa era uma prisão, O pardalzinho morreu. O corpo Sacha enterrou No jardim; a alma, essa voou Para o céu dos passarinhos!

Petrópolis, 10-3-1943

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *