Parada do Lucas — O trem não parou. Ah, se o trem parasse Minha alma incendida Pediria à Noite Dois seios intactos. Parada do Lucas — O trem não parou. Ah, se o trem parasse Eu iria aos mangues Dormir na escureza Das águas defuntas. Parada do Lucas — O trem não parou. Nada aconteceu Senão a lembrança Do crime espantoso Que o tempo engoliu.