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Uma homenagem

 

aos direitos

 

do Homem

 

The Gates of Dawn, Herbert Draper, UK, 1863-1920
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, 27.1.2008:

O Blog do Noblat publica hoje, 27.1.2008, esta matéria:

 

"Roberta, atriz do Zorra Total (TV Globo) vai à polícia contra o marido

Foto: Michel Filho/Agência O Globo

 

A atriz Roberta Foster (Eva do Zorra Total) que acusa o companheiro, o advogado Sílvio Guerra, de espancá-la, esteve hoje no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro para fazer exames de corpo delito. A atriz que está com vários hematomas na perna, tem uma fissura na mão esquerda e hematomas no braço esquerdo."


Foram muitos os comentários. Postei também o meu:

Apelido: Francisco123 - 27/1/2008 - 7:58
Só um salto cultural muito grande impede o macho de aplicar, vez por outra, merecidamente ou não, umas porradas na fêmea. No direito natural - assim entendido na acepção primária da Natureza, lá na floresta, os primatas batem nas fêmeas, tudo dentro de um limite de "convivência" aceitável na polis deles, macacos. No meu tempo de menino, há mais de meio século, sempre escutei isto de que o homem tem que mostrar vez por outra à mulher onde ficam os "quatro cantos da casa", isto é, arrastá-la pelos cabelos, especialmente se, no último canto, a cama. Cobrimo-nos hoje de civilização e já não aceitamos bater, nem na mulher, nem nos filhos, nem nos empregados. Empregados? Sim, bater nos empregados! Ninguém esqueça que a escravidão oficial, no Brasil, terminou há apenas cento e poucos anos. Em suma, o correto, HOJE, é NÃO bater em ninguém. Na mulher, sim, desde que com aquele instrumento de fazer xixi, nada a ver com com os penicos da famosa anedota lusa que circulou por aí enquanto existiram penicos. De noite.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Trago-lhe, agora, meu caro leitor, na pessoa dessa jovem senhora (não quero saber o que ela aprontou, se é que aprontou algo), uma homenagem aos Direitos do Homem. Sim, homens e mulheres, o Homem. 

Do outro lado, aqui mesmo, Brasil, a modernidade, a Lei Maria da Penha. E a convicção (atual) de que não devemos bater nem nos empregados, nem na mulher, nem nos filhos. Nem em ninguém. Uma utopia, é certo, mas é de nossa obrigação consegui-la. O que é a guerra se não o máximo bater?!

A minha homenagem e solidariedade a Roberta Foster, atriz ou não, tanto faz, mulher, Homem:

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Riviere Briton, 1840-1920, UK, Una e o leão

 

Culpa

 

 

 

 

 

27.1.2008