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Revista de Cultura nº 6
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Fortaleza/ São Paulo, ago/set 2000
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DIÁLOGOS SOBRE POESIA
RODRIGO PESÁNTEZ RODAS E FLORIANO MARTINS




Rodas1.JPG (23621 bytes)Graças à poesia o homem pode retornar às fontes de sua concepção original, ao conhecimento de sua própria e inesgotável origem. Em tal proposição radica a dimensão que origina a invenção poética, suas riquezas formais, a própria jóia da imaginação. O que busca tua poesia, através de seu diálogo com o mundo? Quais assuntos acreditam resolver as palavras através de teus versos?

Minhas vivências e meus testemunhos diretos ou referenciais, ou seja, meu subconsciente e meu consciente. O que trago desde antes de ser na memória coletiva e o que me tocou presenciar ou herdar como parte de um ser individual. Meus versos ou as palavras que configuram meus versos não acreditam nem resolvem nada. são marcas do caminho que vamos fazendo em companhia de si mesmo e dos demais.

Recordo uma entrevista com Lawrence Ferlinghetti em que o poeta estadunidense observa que há tempo escritores ou pintores de seu país não fazem "declaração social ou política importante". Creio que o vital na declaração de um artista radica em seu conteúdo estético e não em sua importância social ou política. Parece-me algo evidente. Ernst Jünger defende que "o artista é antes de tudo responsável ante sua obra e não ante tal ou qual orientação política", concluindo que, "para ele, é uma necessidade ser egoísta". Estás de acordo com Jünger quando diz que "em primeiro lugar está o homem, e seu ambiente vem depois"? Assim sendo, não lhe parece haver uma eterna confusão nessa discussão em torno da responsabilidade do escritor e o destino da poesia?

Se a poesia é vivência ou testemunho do mundo de cada escritor e de seu entorno sociológico, seu traço político é evidente, mas não tem porque vincular-se de maneira incondicional à criação estética. Devemos ser responsáveis e solidários com o tempo que nos tocou viver e com o ser universal, sem cair nos sulcos fanáticos ou polarizantes. O destino da poesia deve estar e esteve sempre nas mãos dos poetas. A atmosfera política não se configura em nossas mãos, porém podemos ajudar a vislumbrar os esquemas de uma justiça social sem bandeiras.

Em suas leituras de Huidobro, disse o venezuelano Guillermo Sucre que ali "o fracasso é estético na medida em que é também existencial: não é possível apagar o acaso, nem a morte". Disse também que "a poesia está ligada à busca do que não se poderá encontrar", que a poesia é uma impossibilidade. A teu ver, qual é o verdadeiro âmbito da poesia?

A poesia não tem âmbito, é parte do espaço, presença tangível do cosmos, portanto é configuração ilimitada dentro do limite da palavra.

Em seu Corriente alterna (1967), disse Octavio Paz que "a crítica é o ponto fraco da literatura hispano-americana", embora já destacasse naquela ocasião os primeiros momentos do venezuelano Guillermo Sucre, que posteriormente escreveria um livro fundamental como o é La máscara, la transparencia (1975). Tens uma intensa atividade crítica. O que buscas em tal aventura e qual o diálogo possível (ainda que a afirmação de uma diferença) entre poesia e crítica, tanto no Equador como em toda a América Hispânica?

Todo poeta é um crítico e em todo crítico há um poeta não desenvolvido (falamos em termos relativos). As duas esferas: criação e interpretação não são senão verso e reverso de um mesmo mundo estético. O poeta cria, o crítico recria, e nesse aparente jogo de imagem estão conjugados os mesmos elementos associativos e discursivos com que trabalham um e outro. Possivelmente Octavio Paz, em seu livro Corriente alterna, ao dizer que a crítica é o ponto débil da literatura hispano-americana, o faz a partir do ponto de vista comparativo, o que está mais relacionado com uma crítica científica como no caso dos norte-americanos, dos russos ou dos europeus. Certamente que nos falta o rigor formal e nos sobra a generosidade conceitual. Em meus últimos livros, sobretudo em meus estudos sobre o Modernismo e o Vanguardismo poético no Equador, tratei de submeter-me ao rigor dos planos lingüísticos, sem desdenhar, desde já, o horizonte estilístico que em grande parte configura a mágica atmosfera da criação.

Falemos um pouco de Hugo Mayo (1895-1988). Embora poemas seus tenham sido incluídos na antologia Indice de la nueva poesía americana (1926), organizada por Alberto Hidalgo, Vicente Huidobro e Jorge Luis Borges, não encontramos referência a este poeta em alguns destacados estudos acerca do agitado período das vanguardas literárias hispano-americanas. A título de exemplo, observo que tanto Nelson Osorio Tejeda quanto Hugo J. Verani não mencionam Hugo Mayo ou mesmo sua aclamada aventura editorial com a revista Motocicleta. Contudo, sabemos que ele inaugura o movimento de vanguarda no Equador. O fato de sua obra somente haver sido reunida em livro nos anos 70, teria sido o único obstáculo ao reconhecimento de sua importância?

Sobre Hugo Mayo e seu grande silêncio continental, no que pese seu valor literário, há duas razões: primeiramente, a não publicação de seus poemas dentro de um livro em seu devido tempo, e a falta de críticos ou estudiosos de sua obra. Foi preciso esperar minha chegada para que se publique seu primeiro livro, Poemas de Hugo Mayo, na editora da Casa de Cultura Equatoriana, Núcleo de Guayas, quando eu ali desempenhava a função de subdiretor da Seção de Literatura, ou seja, quando o poeta passava já dos 80 anos de idade e seu horizonte estético estava quase perdendo-se na complexidade das novas modas literárias. Fiz uma boa seleção de sua poesia de diferentes tempos e estilos e o livro começou a correr, a tal ponto que dos estudiosos do fenômeno literário da vanguarda em especial e da literatura em geral dão notícia dele. Em Manual de la Literatura latinoamericana, de Isaías Peña Gutiérrez (Educar Editores, Bogotá, 1990), e Mihai Grünfeld, professor do Vassar College em Nova York, em seu livro Antología de la poesía latinoamericana de vanguardia (Edición Hiperión, Madri, 1997), falam de Hugo Mayo e selecionam poesia do livro que mencionei. Seis anos antes publiquei um livro intitulado Sete poetas do Ecuador, onde incluí Hugo Mayo com um estudo e uma boa seleção de sua poesia. o livro foi distribuído quase inteiramente nos Estados Unidos. Assim abordamos o conhecimento e difusão de sua obra que hoje heroicamente despertou.

Ainda sobre Hugo Mayo, gostaria de saber porque exatamente relacionas o surrealismo com uma "poesía de entretenimiento" e quais, de fato, as conexões entre Hugo Mayo e surrealismo.

Hugo Mayo não foi surrealista. Vincula-se, em sua primeira etapa, com o dadaísmo e certamente que entre Tristán Tzara, criador deste, e André Breton, do outro, há diferenças notáveis na maneira de manejar a linguagem. o dadaísmo foi ruptura e não criação, atitude iconoclasta não somente na literatura mas sim ao nível de outras manifestações artísticas; o surrealismo aproveitou-se dos processos oníricos e da abertura que deu ao subconsciente Freud para elevar novos horizontes na concepção do fato poético. Todos estes movimentos foram vanguardistas.

Grande parte da crítica considera Jorge Carrera Andrade (1903-1976) um dos mais importantes poetas hispano-americanos do pós-modernismo. No entanto, em teu livro Modernismo y postmodernismo en la poesía ecuatoriana (1995), observas que há mais "garra e substância" em Alfredo Gangotena (1904-1944), assim como "mais estilo" em Gonzalo Moscoso Escudero (1903-1971), embora haja em Carrera Andrade "mais variabilidade de esquemas". Este múltiplo tratamento acabou propiciando grandes falhas, a exemplo do que também ocorrera com Pablo Neruda. A teu ver, falhas no que diz respeito ao próprio ato de criação, mas acrescento também as falhas de recepção, quando a multiplicidade de recursos impera sobre a qualidade de utilização dos mesmos. De qualquer maneira, que prejuízos trouxe este aspecto para a poesia de Carrera Andrade e quais outros traços comuns podemos encontrar entre este poeta e o autor de Canto general?

Inegavelmente Carrera Andrade é um de nossos mais altos poetas surgidos depois do Modernismo no Equador e penso que sua obra cimentou em grande parte o prestígio da poesia hispano-americana nos últimos 50 anos. Porém Alfredo Gangotena e Gonzalo Escudero estão na mesma altura e talvez Gangotena lhe supere em força e magia telúrica. Contudo, não caminharam, não foram difundidos, não se colocaram dentro do contexto poético hispano-americano como Carrera Andrade, daí a diferença no tratamento. Ratifico que Escudero é um mestre na oportuna e original maneira de manejar a linguagem como estilo.

Segundo Carrera Andrade, o franquismo prejudicou em muito as relações entre Espanha e América Hispânica. Em carta que te escreveu em 1969 declara: "quase todos os escritores de nossa América tomaram posição a favor da República, motivo pelo qual Rodas2.JPG (15775 bytes)não têm entrada suas obras agora". Contudo, mesmo hoje é praticamente nulo o diálogo entre poetas espanhóis e hispano-americanos, no que pese os esforços de um crítico como o espanhol Jorge Rodríguez Padrón ao lembrar que não haverá "leitura da diferença" enquanto não houver diálogo. Então eu te indago primeiro sobre a justificativa de que a falta de diálogo entre Espanha e América Hispânica tenha sido determinada pelo franquismo. Em seguida, gostaria de saber tua opinião sobre um possível inventário de perdas em torno dessa ausência de diálogo.

A carta escrita por Carrera a que fazes referência, na verdade corresponde a esse lapso histórico que a Espanha viveu. A censura imposta por Franco foi cruel para o âmbito cultural e literário de então. Nenhum escritor que tomou parte a favor da República podia entrar com sua obra na Espanha. Além do mais a narrativa teve maior acolhida que outro gênero literário pelas editoras da península. depois, nossa condição de terceiro-mundistas pesa muito na abertura cultura. Recordo que Vicente Aleixandre, grande poeta, grande leitor e bom amigo meu, em nossas conversas particulares, costumava apenas mencionar Carrera Andrade e alguma que outra referência bibliográfica. Nas universidades espanholas, alguns professores e não poucos alunos não sabem sequer onde fica nosso país. Fiz algo por difundir o nosso em poesia quando participei de seminários e debates nas universidades de Madri, Pamplona e Sevilla. Vou te dar um exemplo entre tantos para confirmar minha afirmação. O Dr. José María Valverde, catedrático de Estética da Universidade de Barcelona, em sua monumental obra Historia de la literatura universal (Editorial Planeta, Barcelona, 1985), em 10 tomos, escrita em parceria com o Dr. Martín de Riquer, catedrático de Literaturas Românicas da mesma universidade, no volume # 7 (pg. 486), diz textualmente: "Enquanto o romance da natureza e do índio abria caminho dificilmente em Cumandá, do colombiano Juan León Mera (1832-1894)". Isto não é má fé, é ignorância voluntária. Dom Juan León Mera é equatoriano de Ambato, berço também de Juan Montalvo, um dos maiores ensaístas da América Hispânica no século XIX e a quem estes ilustres catedráticos universitários ignoram olimpicamente. Pois bem, Juan León Mera obteve fama primeiramente na Espanha e não no Equador, isto graças a Dom Juan Valera, que acolheu seus escritos com deleite e sagaz visão crítica e que honrou copiosamente com uma relação epistolar este nsso novelista que foi, além do mais, o primeiro presidente da Real Academia da Língua, capítulo Equador.

Indagado sobre onde se escreve a melhor literatura do mundo atualmente, disse George Steiner que no leste europeu e na América Latina, justificando que "a grande literatura, o grande pensamento, floresce sob pressão", acrescentando ainda que "pensar é um assunto solitário, canceroso, autista, louco; ser capaz de concentrar-se profundamente, interiormente". Ao que parece, o reconhecimento dessa literatura define-se ainda por sua abordagem fantástica, exceto por Octavio Paz, cuja atuação é muito definida em torno do ensaísmo e de sua projeção política, digamos assim. Nenhum grande poeta latino-americano — penso em Gonzalo Rojas, Vicente Gerbasi, Pablo Antonio Cuadra, Roberto Juarroz, César Dávila Andrade, Carlos Germán Belli, José Kozer — tem alcançado uma posição de reconhecimento internacional pautada por sua própria obra. A obra em si ainda define o prestígio de um autor?

Uma grande parte da melhor literatura do século XX em suas últimas décadas localiza-se na América Latina. Obras como as de Juan Rulfo, Borges, García Márquez, Onetti, Cortázar, Vargas Llosa ou Roa Bastos, com testemunhos de aberturas até a universalização do espaço criativo acima das barreiras da linguagem. Em poesia, o caminho tem sido diferente. É um gênero, em primeiro termo, menos comercial e por isto as editoras pouco fazem por difundi-la e quando se interessam por ela não o fazem em razão das excelências da obra mas sim pelas conexões ou situações extraliterárias do autor. Penso que Ernesto Cardenal é um bom poeta, se quiserem, um grande poeta, porém seu prestígio deve-se a conjunturas de outra índole, talvez políticas. Penso que nessa altura estão Vicente Gerbasi, Carlos Germán Belli ou nosso César Dávila Andrade e que, no entanto, não gozam do reconhecimento continental que merecem. O fato de que não tenha sido dado o Prêmio Nobel de Literatura a Jorge Luis Borges e que o mesmo não tenha sido dado ainda a nenhum escritor brasileiro, quando existem mais de um de garra universal, tanto na poesia quanto na narrativa, reafirma a idéia de que o "prestígio" às vezes não se senta ou assenta sobre bases intrínsecas mais sim conjunturais. E ao dizer prestígio entre aspas falo de reconhecimentos oficiais. Nada mais. A obra sólida ao longo transcende e permanece. Vallejo, o peruano dos Heraldos negros, viverá mais tempo no espaço e no tempo que Neruda.

Creio que estabelecemos uma grande confusão no entendimento de que sentido é forma. Presume-se que a mensagem, ao ser considerada essencialmente forma, não tenha mais que almejar a qualquer outro sentido que não seja meramente estrutural. Este me parece um dos grandes sofismas de nosso tempo, responsável pela eloquência do discurso (vazio) da propaganda e pelo surgimento de algumas anomalias, a exemplo do concretismo brasileiro ou desta corrente neobarroca que se irradia a partir do Uruguai e da Argentina e que contamina, no Brasil, justamente os herdeiros do concretismo. A discussão atual em torno da forma tem muito pouco a ver com a utilização de metros e ritmos clássicos. O recurso foi convertido em essência. A obra de um poeta como César Dávila Andrade, por exemplo, aniquila os equívocos aqui apontados. Foi totalizadora, a exemplo da poesia de José Lezama Lima, sem preocupar-se com as restrições de qualquer ordem, de fundo ou forma, recobrando os plenos poderes da espécie humana. O que te parece hoje, afinal, essa recorrente distração em torno da dialética relação entre sentido e forma?

Não se pode falar dos elementos na obra poética. Se a linguagem como forma de expressão comunica, a idéia se torna recipiente por sua vez e unifica-se na vertente piramidal dos sentidos. Além do mais, o poeta não escolhe nem os metros nem os ritmos. A poesia vem com sua própria indumentária. Daí que estrofes de verso aberto ou estruturas ancestrais (sonetos, por exemplo) nada têm que ver com o ato poético. O que se tem que evitar, sim, é a difamação do gênero sob pretexto de inovações de linguagem. tanto em Dávila Andrade como em Lezama Lima, a poesia surge, ainda que por diferentes cordas, mas surge e isto é o que perdura.

Uma nota de imprensa em torno da Antología cósmica de la poesía del Ecuador (1997) diz que o livro, por sua difusão a partir do México, onde foi editado, deve contribuir para que os poetas equatorianos não permaneçam inéditos. Anos atrás, em um desses encontros de escritores, Jorge Enrique Adoum atribuiu responsabilidade a países como México, Argentina e Brasil pelo estado de desprestígio da literatura latino-americana perante o mundo. Penso em um país intensamente ativo, no barulhento período das vanguardas, como foi a República Dominicana. Fundamentais contribuições vieram da Nicarágua, de Cuba, do Equador, do Peru etc. Atualmente enumeramos expressões poéticas em vários países, Javier Sologuren, Alvaro Mutis, Ludwig Zeller, Roberto Echavarren, Pedro Shimose. Não discuto aqui tua idéia de uma "poesia cósmica", que me parece uma segmentação algo discursiva em relação ao grande avanço estético propiciado pela poesia hispano-americana. O que gostaria de por aqui em discussão é a responsabilidade desses países (Argentina, Brasil, México) no que diz respeito ao destino cultural do resto da América Latina. Qual tua opinião a este respeito?

A falta de conhecimento de nossa poesia – a equatoriana – não está dada por culpa de outros países mas sim por nossa própria. Algo deixei claro a este respeito em outra resposta. Através da Antología de la poesía cósmica, feita graças ao esforço e solidariedade dessa genuíno mecenas que é Fredo Arias de la Canal, serviu para que muitos países nos conhecessem e muitos estudiosos nos lessem. Desta viagem editorial iniciada no México pude dar-me conta da aceitação que vem tendo nossa poesia em Rodas3.JPG (13685 bytes)lugares muito distantes e gostos tão divergentes como os Estados Unidos, Cuba, Espanha, Argentina, Brasil etc. Creio que nos faltou difusão, nos faltou apoio editorial. A Antología alcançou um bom impacto tanto por sua apresentação quanto pela própria seleção. Veio a leitura, a releitura e o critério. Hoje posso te afirmar que nosso âmbito poético já não estará circunscrito a um ou dois poetas, mas sim a um registro de nomes muito mais autênticos, ou seja, por autênticos criadores.

Quanto a isto do Cósmico, penso que não influi na leitura. São arquétipos ufanados e extraídos por aqueles que como Fredo e como eu pensamos que o cosmos e sua energia canalizam todas as nossas atividades, por mais íntimas ou secretas.

Em carta encaminhada em setembro de 1965 a Juan Liscano, quando este dirigia a revista venezuelano Zona Franca, Jorge Carrera Andrade refere-se à sua esperança de que a América "culminará, um dia, na união e na liberdade". Bem sabemos que a América tem sido cenário das mais brutais modalidades de degeneração cultural, cujos sinais de resistência não apontam exatamente para uma visão otimista do futuro. Que pensas a respeito de algo como o MERCOSUL?

Creio na Unidade da América, sobretudo naquela onde as pequenas diferenças nos unem cada dia mais. Creio na universalidade do homem em sua busca de paz e solidariedade. A união não se afiança nos nomes ou lembretes, mas sim na cultura de uma sociedade feita para servir ao homem e não o homem servente de uma sociedade.

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