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Eduardo Eloy
Recebi Hilton Queiroz no curso de gravura
em metal, promovido pelo Instituto Dragão do Mar (Ceará),
e me surpreendeu sua desenvoltura com a técnica, como também
sua determinação de chegar a uma proposta plástica
definida dentro da gravura. E com essa exposição, na Universidade
de Fortaleza (UNIFOR), No trabalho de Hilton encontramos uma variedade de meios tons de águas tintas e fortes relevos e pontas secas, técnicas de difíceis aplicações, colocadas com as variações necessárias para denotar todo o seu universo de signos inconscientes e visões abstratas, que o aproxima das tendências desse final de século. Vale identificar nesse artista o critério laborioso para a execução de seu trabalho nas gravuras impressas sobre papel artesanal, o que nos leva à possibilidade de uma visão análoga, onde a percepção do espectador aproxima-se da poética do prazer de olhar.
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