revista de cultura # 46
fortaleza, são paulo - julho de 2005

discos da agulha

  

Trégua do absurdo, de Ataualba Meirelles1. Trégua do absurdo, de Ataualba Meirelles. Produzido, arranjado e dirigido por Ataualba Meirelles.  Pelourinho Discos. Salvador, Bahia. Contato: boamusica@terra.com.br. 2004.

Depois de 23 anos de carreira como músico, Ataualba Meirelles lança pelo selo Pelourinho Discos, um disco de música instrumental bastante original, que mostra algo diferenciado no mercado de jazz e música instrumental brasileira. O CD levou dois anos sendo gravado no Virtual Studio em Salvador, conferindo a cada faixa um tratamento especial, tanto na composição quanto no arranjo. As músicas misturam ritmos brasileiros e jazz, com música indefinível trazendo um pouco do serialismo da música contemporânea, para o universo da música instrumental brasileira, o que torna o CD algo único no mercado. Todas as músicas são de autoria de Ataualba, que também assina os arranjos.

Atuando profissionalmente como músico desde 1982 (baixista, arranjador e compositor), Ataualba foi um dos compositores mais originais durante os anos 80 e 90, dirigindo e arranjando diversos CDs de artistas locais e nacionais como Margareth Menezes, Gerônimo, Nana Meirelles, Xangai, Fábio Paes, Edil Pacheco, Batatinha. Recebeu vários prêmios da imprensa como arranjador e compositor, além de criar trilhas para cinema, Teatro e TV, inclusive em Luanda (Angola).

Carlos Malta & Pife Muderno, de Carlos Malta2. Carlos Malta & Pife Muderno, de Carlos Malta. Rob Digital. Rio de Janeiro. Contato: contato@robdigital.com.br.

O segundo CD do multi-instrumentista carioca Carlos Malta vem despertando reações apaixonadas desde sua apresentação no Free Jazz Festival de 97. Carlos Malta, o virtuoso dos sopros,faz uma releitura contemporanea das bandas de pifano, viajando pelas raizes nordestinas com uma fluência que entusiasmou músicos de peso como Alceu Valença. O grupo conta ainda com a flautista Andrea Ernst-Dias e a percussão de Marcos Suzano, Oscar Bolão e Durval Pereira, e executa um repertório que tem Luiz Gonzaga, João do Vale, Edu Lobo, Caetano Veloso e Hermeto Pascoal, além do próprio Malta. Na faixa "O Canto da Ema", Lenine participa com um vocal inspirado e o grupo Pedro Luis e a Parede dá o toque de modernidade em Barrigada.

Do bom e do melhor, de Fernando Moura3. Do bom e do melhor, de Fernando Moura. Rob Digital. Rio de Janeiro. 2003. Contato: contato@robdigital.com.br.

O nome do CD é Do Bom e do Melhor. A capa, que ostenta um prosaico caroço de feijão e as cores verde e amarelo, sugere um bocado sobre a receita brasileira e saborosa guardada na caixinha. Lá dentro tem Aquarela do Brasil, tem a jobiniana Chovendo na Roseira, tem o clarinete bem temperado de Paulo Moura. Mexendo as panelas (e o piano, os teclados, os arranjos...) está o músico Fernando Moura. Do Bom e do Melhor, seu novo trabalho solo, leva a tradição da música brasileira àquela viagem sem fronteiras que só a mais nova tecnologia pode proporcionar.
Ao disco. Compositor, músico e arranjador requisitado, Fernando Moura volta e meia troca a rotina de trabalho duro em seu estúdio para tocar um projeto bem pessoal. Foi assim com o ótimo Cinema Tocado, de 1992. É assim, agora, com Do Bom e do Melhor. São 10 faixas, a começar por Aquarela do Brasil, do centenário Ary Barroso. ?É o nosso hino nacional?, explica. Na versão de Fernando Moura, o hino ganha intervenções deliciosas de Armandinho (bandolim) e Roberto Marques (trombone) ? além do dono da festa, ao piano. Paulo, de Fernando e Paulo Moura, traz o mestre dos sopros num vôo jazzístico sobre a empolgante linha de baixo de Jamil Joanes. A terceira faixa do disco, King?s Cross, é composição dele. Começa só com piano, sem pressa, e vai sendo puxada para o alto pelos sopros de Nilton Rodrigues (trompete e flueglhorn), Juarez Araújo (sax tenor), Roberto Marques (trombone) e Humberto Araújo (sax tenor). Chega lá em cima mesmo, e lá fica, para a alegria de quem está ouvindo, quando entra em cena a percussão de Marcos Suzano, Jovi e Beto Cazes.
Aqui cabem parênteses. Fernando Moura deu-se à pachorra de convocar uma turma de amigos talentosos, nomes freqüentes nos créditos dos bons discos e shows do ramo, por uma causa nobre. ?Tudo, hoje, caminha para a tecnologia, a música inclusive. Mas tecnologia não substitui talento. Com os dois juntos chega-se a lugares inesperados?, acredita o músico. Fecha parênteses e lá vem música. O disco segue rodando com o samba que pulsa ao fundo da linguagem eletrônica de Batam (Fernando Moura e Nilo Romero). Depois, com os climas sugeridos por Jardim das Delícias e Alegria do Amor, criações de origens bem distintas. A primeira gravação de Jardim das Delícias, lá se vão 17 anos, marcou o início de uma fértil parceria musical entre Fernando e o percussionista Marcos Suzano. Alegria do Amor, que aqui ganhou um belo piano, foi composta para a trilha de uma novela japonesa ? um dos muitos trabalhos da usina sonora em que Fernando Moura transformou seu estúdio.
A seção dos clássicos, que começou com Aquarela do Brasil, continua. Chovendo na Roseira, de São Tom Jobim, ganha arranjo novo e lindo, além da surpresa dos versos cantados em japonês por Miyazawa Kazufumi. A versão de Oração ao Tempo, criada para a peça Mais Uma Vez Amor, com Marcos Palmeira e Luana Piovani, foi aprovada pelo autor do original, Caetano Veloso. O CD ainda abriga Saudades de Bangu, tributo a Hermeto Pascoal com um pé na tradição de Radamés Gnatalli. Nela, o piano de Fernando Moura ganha a companhia de Carlos Malta (sopros), Henrique Cazes (cavaquinho), Ronaldo Diamante (baixo), João Castilho (violão) e um conjunto de cordas. Mais cordas eruditas, as do renomado Quarteto Bessler, se juntam ao arranjo sacolejante de Lapa Tonight, música que chamou a atenção do DJ americano Smash. ?Ele quer gravar um remix de Lapa Tonight para o selo Blue Note. Disse que é ?obviamente um hit dançante ?, conta.
Os que não ligam o nome à música devem estranhar. Quem é esse cara? Por que tanta gente boa foi até o estúdio tocar com ele? Bom, Fernando Moura exercita há 20 anos o dom da onipresença musical. Já fez trilha sonora para filme do trapalhão Didi, programas de rádio e TV, tocou com Chuck Berry, quando o pai do rock esteve por aqui no Free Jazz Festival, com George Martin, em uma histórica visita do produtor dos Beatles ao Rio, e acompanhou uma constelação de artistas nacionais. Para responder com simplicidade, pode-se dizer que ele é o músico dos músicos. Aquele colega respeitado entre seus pares que, quando decidiu mostrar a cara mais uma vez, ganhou a pronta solidariedade de muitas feras, algumas citadas acima. Agora, com Do Bom e do Melhor, ele é nosso também.

[Pedro Tinoco]

Camera Pop, de Iso Fischer4. Camera Pop, de Iso Fischer. Produção Musical de Vicente Ribeiro. Curitiba, Paraná. 1999. Contato: isofischer@hotmail.com.

Iso Fischer estudou piano desde os 11 anos de idade, mas se considera um autodidata em música, pois desde muito cedo tendeu a eleger seus próprios caminhos.

Compõe sem parar, milita, conquista espaços para a classe dos músicos. Com seu grupo “Iso Fischer e amigos”, divide palco com significativos nomes: Almir Satter, Geraldo Espíndola, Paulo Simões, Guilherme Rondon. Em 1984, Nana Caymmi grava “Isso e Aquilo”, parceria sua com Guilherme Rondon, considerada, por júri de notáveis da Revista Playboy, a melhor canção popular brasileira daquele ano.

Comprometido com a música popular brasileira, inspirado arranjador de vozes, tem uma participação de ponta no movimento que resulta em uma mudança na linguagem do canto coral popular brasileiro (seu arranjo para “Trem do Pantanal”, de Paulo Simões/Geraldo Roca é, ainda hoje, um “hit” do canto coral).

Por estas e outras, é presença constante na imprensa de Campo Grande.  Fala em canto cênico, em dança e voz em espaços abertos. Da música que nasce – brasileiramente – do corpo e do movimento. Música, dança e vida.

Em 1999, com 47 anos de vida, cerca de duzentas canções compostas, Iso Fischer lança seu CD Camera Pop. Seu primeiro disco, apenas uma pontinha visível desse iceberg musical.

Gravado no estúdio Trilhas Urbanas, entre janeiro e junho deste ano, com um repertório de treze canções que fluem, com admirável precisão e leveza, entre o camerístico e o pop, transitando pela melhor música popular brasileira, este disco é uma  celebração ao talento, à diversidade e à maturidade artística do compositor. Uma verdadeira festa da colheita.

Iso define assim este trabalho: “... um projeto que pretende expor, num pequeno espaço, a idéia do que possa ter sido um trabalho de composição de 30 anos. Não é fácil, principalmente se se levar em conta que meu jeito de compor escolhe várias direções.... O que interessa mesmo, é que você ouça, curta e absorva essa pluralidade da forma mais harmônica que puder. Espero que possa se divertir e se encantar...”

Encanta-se quem ouve as canções de Iso. Seguimos nos encantando todos nós, os participantes desse parto.

Vicente Ribeiro, que fez direção de estúdio e produção musical. Beto Meira, o produtor executivo. Jubal Sérgio Dohms, com seu encarte “o encontro das artes”, um belíssimo projeto gráfico, um capítulo à parte nesta benfazeja história. 

E toda a troupe de músicos, parceiros, cantores e amigos de Iso, que aceitaram, sem pestanejar, o seu convite para essa celebração.

Afinal,...

...essa é a festa, malandro!

[Etel Frota]

Duos II, de Luciana Souza5. Duos II, de Luciana Souza. Nossoestúdio. São Paulo. 2005. Contato: carlapop@uol.com.br.

Neste instante em que está lançando Duos II, a paulistana Luciana Souza acaba de ganhar numa categoria e participar em outra o prêmio mais cobiçado entre os músicos de jazz no mundo: foi escolhida como a melhor cantora e ainda teve relevante participação no album Concert in garden, de sua colega e amiga Maria Schneider. A importância desse prêmio não deve ser avaliada pela recompensa financeira nem pelo brilho do troféu, mas por ser outorgado por um colegiado formado pelos 450 membros da Associação dos Jornalistas de Jazz dos EUA.

Ser premiada em Nova York, onde mora, não é uma novidade para a paulistana de 38 anos, filha do baiano Walter Santos e da carioca Tereza Sousa. Seu CD The poems of Elizabeth Bishop and other songs, pelo selo alternativo Sunny Side, ficou em quinto lugar no ranking de melhores lançamentos jazz e pop do crítico Ben Ratliff, do New York Times, em 2000. No ano seguinte, ela voltou a comparecer na prestigiosa lista com o primeiro desta série, o Brazilian Duos, no qual interpretou, acompanhada por violonistas de primeiro time, entre os quais o pai, clássicos da MPB, principalmente da Bossa Nova. E chegou à final do Grammy por Brazilian Duos e pelo penúltimo CD, North & South. Entre os dois Duos, Luciana deu vazão à paixão à primeira vista que experimentou pelo poeta chileno Pablo Neruda, de que musicou poemas vertidos para o inglês.

Gravado em São Paulo no Nossoestúdio, de propriedade de seus pais, que hoje produzem principalmente jingles, Luciana retomou em seu sexto CD a fórmula do primeiro Duos. Acompanhada por dois dos quatro violonistas do projeto anterior, Romero Lubambo e Marco Pereira, ela introduziu outros dois virtuoses do instrumento, Swami Júnior e Guilherme Monteiro.

Com o timbre, o balanço e a afinação privilegiados com que presenteou o público que lotou a Sala São Paulo no fim do ano, na companhia da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (regida por Roberto Minczuk) e da Banda Mantiqueira, num espetáculo inesquecível, ela passeia com intimidade incrível da dolência de clássicos como Modinha (da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes) à brejeirice moleca de Chorinho pra ele (de seu padrinho, o multiinstrumentista alagoano Hermeto Paschoal).

Duos, o primeiro, já era uma pérola sem jaça. Este segundo vai além, pois ao extraordinário domínio técnico adquirido na Unicamp, onde lecionou, e lapidado no Berklee College of Music, e no Conservatório New England (em Boston), nos quais estudou, e à sensibilidade aperfeiçoada da genética, ela acrescentou a dura vivência de uma profissional da música nos palcos e estúdios. Abrindo o CD com Sai dessa (de Nathan Marques e Ana Terra) e o encerrando com Você (de Walter Santos e Teresa Souza), ela passa por Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Francis Hime, Chico Buarque, Caetano Veloso e por uma canção dela, entre outros autores, com intimidade, mas sem displicência. Como os craques da bola, ela trata o tímpano do ouvinte com intimidade, mas sem displicência, com humildade, mas também com noção da própria grandeza.

[José Nêumanne Pinto]

Maogani, de Maogani - Quarteto de Violões6. Maogani, de Maogani – Quarteto de Violões. Rob Digital. Rio de Janeiro. 1997. Contato: contato@robdigital.com.br.

Integrado por Carlos Chaves, Marcos Alves, Paulo Aragão e Sérgio Valdeos, músicos de formação erudita e popular, o Quarteto de Violões Maogani concilia várias tendências musicais com sonoridade, técnica e sensibilidade. Após se apresentar em vários espaços cariocas como Rio Jazz Club, Casa de Cultura Laura Alvim, Sérgio Porto, MIS e Teatro Rival (convidado de Leila Pinheiro), o grupo sentiu-se maduro para lançar seu primeiro disco. O CD espelha a forte influência da música brasileira, jazzística e latino-americana no quarteto, que explora ao máximo as riquezas do violão. Participam do disco: Guinga (que os descobriu em uma escola de música), Leila Pinheiro, Zé Nogueira, Jane Duboc e Célia Vaz. O repertório abrange autores brasileiros consagrados como Garoto, Baden Powell e P.C. Pinheiro, Edu Lobo e Egberto Gismonti, inclui inéditas de Guinga, Mario Adnet, Marco Pereira e faixas de Carlos Zaire, Piana e Manzi.

Tente descobrir, de Marimbanda7. Tente descobrir, de Marimbanda. Estúdio Ararena. Fortaleza, Ceartá. 2005. Contato: novaisporto@uol.com.br.

Em sua estréia em disco (2001), o quarteto Marimbanda já apresentava uma tal integridade sonora em seus arranjos e composições que punham em dúvida essa condição de estreante. A rigor, seus integrantes seguiam a trilha de uma substanciosa formação musical e, ali reunidos, davam provas de uma afinidade mágica entre si. Dar continuidade a essa magia costuma ser desafio maior, e agora temos este segundo CD, de sugestivo título – Tente descobrir – que é ao mesmo tempo descoberta e reencontro. A exemplo do primeiro, tanto cultivam uma tradição musical quanto lhe imprimem uma leitura particularíssima que confirma sua vibrante atualidade. Ainda que prefiram o epíteto de música instrumental brasileira, o que fazem é jazz do mais intenso, considerando os desdobramentos dessa música. A criação artística é um processo perene de incorporação de gêneros, técnicas, estilos etc., onde não cabem reducionismos de espécie alguma, incluindo as mais sutis manifestações regionalistas e/ou nacionalistas. Em meio a isto a Marimbanda chama para si uma atenção em especial: o fato de ter em seu baterista, Luizinho Duarte, o principal compositor. Faz afluir uma tradição onde se destacam nomes como o estadunidense Max Roach, o finlandês Edward Vesala e o brasileiro Pascoal Meirelles, músicos onde a versatilidade criadora extrapola um âmbito apenas rítmico e alcança verdadeira sofisticação melódica. Composições como Momento difícil, Manhã e Pra te dizer algo assim, seguramente incluem a Luizinho Duarte entre seus pares mais talentosos. Apesar dessa destacada peculiaridade da Marimbanda, não se trata de grupo centrado em seu baterista, mas antes de um afortunado quarteto em que dialogam com intensa musicalidade seus integrantes. O flautista Heriberto Porto tem uma trajetória fascinante, pela ponte que traça entre música erudita e popular, com acento na improvisação – em face de seus estudos na Bélgica que resultaram na gravação de dois Cd’s neste país. Pianista e acordeonista, Ítalo Almeida é também compositor e neste Tente descobrir comparece com três peças importantes, Babi, Panorâmica e Frevo agoniado. E coube a Miquéias dos Santos a delicada tarefa de substituir o baixista Jr. Primata na formação original do quarteto, aspecto que possui de delicado apenas essa inevitável observação, uma vez que também ele é um músico extraordinário e – o mais importante – completamente afinado com o ambicioso projeto da Marimbanda. São todos músicos que atuam em áreas distintas e complementares, mas cujo encontro revela um acento especial que não se trata, como disse a crítica – entre entusiástica e irresponsável - quando da aparição do CD de estréia do grupo, de algo impressionante na música instrumental brasileira. Evidente que atravessamos um período conturbado onde a técnica não está a serviço da originalidade, mas antes de uma pasteurização de conceitos e estilos, ocasião em que afloram de maneira bastante sedutora os jargões nacionalistas nos moldes de uma macumba para turista. Muito da música instrumental que se faz no Brasil está valiosamente fora desse circuito levianamente atrativo, e poderíamos aqui fazer referência a músicos como Paulo Gusmão, Humberto Araújo e Henrique Cazes. Desnecessário seria remeter a uma tradição que conta com gente como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal e Paulo Moura. Contudo, é de tamanho interesse a manutenção da ignorância que a todo instante um crítico tem que gesticular didaticamente. Marimbanda inclui-se já em um universo bastante sólido e lamentavelmente pouco difundido entre nós. Este Tente descobrir é quando menos sinal de uma tal integridade sonora que nos incita mesmo a tentar descobrir o que se passa conosco, ou seja, por que essa música nos toca tanto e ao mesmo tempo não a compreendemos como parte ativa de nossa vida. Reconhecê-la como nossa não seria dar seqüência a nacionalismos tacanhos, mas antes se decidir a fazer parte do mundo. Marimbanda faz parte do mundo. Cabe a nós tentar descobrir como entrar nesse mundo.

[Floriano Martins]

Encontro das águas, de Mário Checchetto e Alexandre Zamith8. Encontro das águas, de Mário Checchetto e Alexandre Zamith. Zabumba Records. São Paulo. 2002. Contato: almaduo@hotmail.com.

Mário Checchetto no saxofone e Alexandre Zamith ao piano interpretam um repertório formado prioritariamente por composições próprias, que se harmonizam com a proposta musical do duo: conciliar algumas características idiomáticas da música popular brasileira com a improvisação jazzística e explorar possibilidades oferecidas pela música erudita contemporânea. Os dois intérpretes combinam sólidas formações teóricas, com passagem pelo erudito, com uma grande vivência musical, para exibir um trabalho elaborado e maduro.As exceções ao repertório autoral são as composições Maracatu de Egberto Gismonti e Retrato em Branco e Preto de Tom Jobim e Chico Buarque.

9. PUTUMAYO WORLD MUSIC

Eleita pela revista Downbeat como o selo número 1 do gênero, a Putumayo World Music sabe como ninguém fazer da música o maior veículo de integração cultural do mundo. Combinando o tradicional ao contemporâneo e acolhendo a diversidade musical dos diferentes cantos do globo, a Putumayo inova e faz jus ao termo World Music, oferecendo a você a genuína música do mundo. Não há fronteiras que resistam às melodias e à variedade de ritmos da Putumayo World Music. Do blues norte-americano até os sons exóticos do Oriente Médio e da África, passando por toda a riqueza da música latina e pelos diferentes povos da Europa, a Putumayo World Music é a estrada certa para quem quer participar de uma jornada sobre os trilhos da música do mundo. Apresentamos a seguir três discos do selo:

I. MALI  
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Mali

1. Moussa Diallo Maninda
2. Habib Koité and Bamada Kanawa
3. Idrissa Soumaoro Ouili Ka Bo
4. Tinariwen Amassakoul ‘N’ Ténéré
5. Ramatou Diakité Gembi
6. Kélétigui Diabaté Koulandian
7. Tom Diakité Fala
8. Boubacar Traoré Kanou
9. Issa Bagayogo Bana
10. Mamou Sidibé Bassa Kele
11. Habib Koité and Bamada Saramaya (Live)

II. SOUTH PACIFIC ISLANDS

South Pacific Islands

1. Te Vaka Luliana
2. Matato’a Mana Ma’Ohi
3. Te Vaka Sei Ma Le Losa
4. Telek Abebe
5. Te Vaka Haloa Olohega
6. OK! Ryos Nengone Nodegu
7. Whirimako Black Wahine Whakairo
8. Te Vaka Nukukehe
9.
O-shen Siasi 
10. OK! Ryos Co Era So
11. Gurejele Watolea

III. SAHARA LOUNGE
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Sahara Lounge

1. Sharif Shiraz
2.
Nabiha Yazbeck Astahel
3. Bahia El Idrissi Arhil
4. Maya Nasri Khallini Biljao
5. Dahmane El Harrachi Ya Rayah
6.
Soap Kills Dub4me
7. Nickodemus feat. Carol C. Cleopatra in New York
8.
Yasser Habeeb Elama
9.
Ilhan Ersahin Fly
10. Jasmon feat. Mohammed Mounir Hanina
11. Justin Adams Desert Road
12. Toufic Farroukh feat.
Yasmine Hamdam Lili S’en Fout


parceiros da agulha nesta seção

Zabumba Records   Rob Digital (Brasil)

 

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