MANIFESTO DA ACADEMIA
 
Como cearense, tenho que carregar o orgulho de confirmar mais uma vez o pioneirismo desta raça de gente sofrida. A Academia Cearense de Letras, de 15 de agosto de 1894, foi a primeira academia de letras a se fundar no Brasil, mais antiga do que mesmo a Casa de Machado de Assis. Mais uma vez é a primeira, no mundo, via Internet. Aliás, a única em língua portuguesa, hoje 09.09.96.

 

O comum dos dias atuais é abrirem-se as páginas ditas de "cultura" dos jornais e da própria internet e lá estarem os movimentos de mero folclore; letras que é bom, nada. Pois bem, a partir de hoje, quando se fizer uma consulta ao Cadê, ao Yaih, ou ao SAPO (os buscadores de língua portuguesa no Brasil e em Portugal) ao lado das academias de dança e de batacuda, de balé e de ginástica, aparecerá, por enquanto solteira e escoteira, a ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS. Da mesma forma, nos buscadores mundiais, Alta Vista e Yahoo, lá estará a Academia de Letras do chão sagrado de José de Alencar !

 

Esta home page é autorizada pela ACL, porém criada e mantida exclusivamente por este cearense, de Monsenhor Tabosa, lá dos meus sertões perdidos nas quebradas da Serra das Matas, e atualmente residindo, a serviço, em Salvador, BA., Brasil.

 

Tal como em 25 de março de 1884, com quatro anos e quarenta e nove dias de antecedência, quando o Ceará libertou todos os seus escravos, agora, com o mesmo pioneirismo, as letras da Terra do Sol chegam à Internet. E para cantar esta glória de vir daquelas terras, Siarah, — à frente ! — transcrevo-lhes o fragamento da apoteose do poema do mesmo nome:

 

        "Filho meu:

                Pela glória temos de pagar um preço justo:
                Por favor, se algum incauto perguntar de onde és,
                se estiveres em pé, te perfila;
                se sentado ou na rede, te levanta;
                se de chapéu, te descobre;
                se descalço, ligeiro mete o pé nas alpercatas;
                                que estas correias e estes ossos são
                                e foram feitos
                                do chão sagrado:
                                os teus ossos e os meus ossos,
                                do chão sagrado,

                                        - que lá choveu, me disseram -

                                                    Siarah !"


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