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Comissão Europeia acusa a Google de abuso de posição dominante em buscas

A Comissão Europeia acusou formalmente a Google de abuso da posição dominante no segmento da busca online, alegando que o serviço de busca da empresa favorece os seus sistemas de publicidade, em prejuízo dos seus concorrentes. A prática limita a possibilidade de promoção de serviços de pesquisa de terceiros e favorece sistematicamente o serviço da empresa para comparação de compras, no entender do órgão.

“Vamos ouvir o que a Google tem a dizer, mas vamos atuar para proteger os consumidores europeus e a concorrência justa nos mercados”, avisou Margrethe Vestager, Comissária Europeia para a Concorrência. Após o estudo pormenorizado dos argumentos de defesa da empresa ‒ que os serviços de comparação devem ser analisados de maneira contextualizada, juntamente com os serviços de plataformas comerciais como Amazon ou eBay ‒ a Comissão considera que a comparação é indevida, por tratar de  mercados completamente separados.

No caso da publicidade online, além da Google colocar anúncios de pesquisa diretamente na sua página, também os exibe em páginas de terceiros através da plataforma AdSense. Estas páginas são domínios de varejistas, operadores de telecomunicações ou jornais.

Bruxelas considera que a Google domina no mercado de publicidade na busca com uma quota de 80% e também defende que estas atividades alegadamente fraudulentas têm sido realizadas há uma década.

“A Google e os seus produtos inovadores alteraram a nossa vida, mas isso não significa que, na atualidade, ela tenha o direito de negar a outras empresas a oportunidade de inovar e competir”, declarou Margrethe Vestager.

A multinacional não demorou na resposta. No seu blog oficial publicou que “melhorar a qualidade não é bloquear a concorrência”. E serve-se de indicadores como o aumento de 227% tráfego livre e os 20 mil milhões de cliques facultados a anunciantes, no período analisado na ação, para sustentar a afirmação.

A empresa diz que vai analisar os novos casos apresentados pela Comissão para poder responder de maneira mais precisa durante as próximas semanas.

via IDGNOW!

 
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